OS DEZ MANDAMENTOS

Tradução – Mariangela Amorim

Você encontrou seu caminho através do labirinto da www até a Christians.org. Você pode estar se perguntando o quê é o cristianismo afinal de contas. Com certeza é um conjunto de crenças sobre Deus e o mundo, como está escrito no credo dos apóstolos e confirmado por todas as igrejas cristãs. Mas é também um estilo de vida que se encontra nos Dez Mandamentos e exemplificado na vida de Cristo.

Nenhum conjunto de leis governou o comportamento humano tão abrangentemente e por tanto tempo como essas. Mesmo os que não acreditam em Deus tem honrado os Dez Mandamentos, as tábuas da ética por mais de 3.000 anos.

Os Dez Mandamentos começam com uma importante palavra do seu patrocinador: "Eu sou o Senhor vosso Deus, que os tirou do Egito, da terra das escravidão" (Êxodo 20:2). Antes de Deus entregar as leis à Israel, ele os lembrou de sua prisão debaixo do domínio de faraó. Pelo poder e graça de Deus, eles agora eram livres da escravidão do Egito, mas sujeitos à Lei. Nós encaramos a mesma alternativa hoje. Ou nós seremos governados pela palavra dos nossos governadores ou pela palavra de Deus, diante do qual todos os reis, faraós, presidentes e primeiro ministros se dobrarão.

 

Essa leis são mais fundamentais do que a Constituição. Você pode inventar as leis morais de Deus, tanto quanto você pode inventar as leis naturais da física. O mesmo Deus que fez ambas as leis, as deu a você. Não se pode emendar ou repelir nenhuma delas. Você nem mesmo pode quebrar as leis. Eu estou falando que saltar de um avião sem para quedas talvez desafie a lei da natureza, mas não a quebre. Da mesma maneira, você pode desafiar a lei moral de Deus, mas não quebrá-la. Você só pode ser quebrado por ela. O Deus que te deu vida, também forneceu os mandamentos para vive-la.

Para começar.........

ADORAR O DEUS CERTO

 

O primeiro mandamento é: "Não adorarás outro deus além de mim" (Êxodo 20:3). Parece bem fácil. Qual foi a última vez que você ficou seriamente tentado em adorar baal ou oferecer incenso à Júpiter ou beber em homenagem à Bacus, ou ainda oferecer sacrifícios à Zeus? Para onde foram todos os ídolos? O grande Jeová engoliu todos os seus competidores? As pessoas só precisam de nove mandamentos hoje em dia?

Certamente os tempos mudaram desde que Moisés trouxe as tábuas do monte Sinai. Parece que o mundo mudou do politeísmo para o monoteísmo, e do monoteísmo para o ateísmo – da adoração de muitos deuses para a adora de um Deu, para a adoração de nenhum. Os pagãos da velha guarda tiveram que escolher entre um universo caótico com deuses sem lei ou um universo ordenado por um Deus e suas leis morais. Os pagãos modernos escolheram entre esta ordem divina e o plano fortuito, fatalístico do universo ateísta. Essa escolha é geralmente feita inconscientemente, não por clara convicção, mas por devaneio, não pela negação de Deus, mas por perder interesse nele. Pessoas que dizem: "eu acredito em Deus" e não ligam, são ateístas de coração.

Nós poderíamos esperar que o primeiro mandamento dissesse: "Acreditarás em Deus", um mandamento contra o ateísmo. Mas Deus já se incumbiu disso na criação. Eles nos criou com um vazio em nossas almas que só pode ser preenchido por Ele. Ninguém precisa ensinar um bebê a ter fome ou sede. Nós só temos que mostrar ao bebê como satisfazer sua sede ou fome. Embora nada além de Deus possa satisfazer a fome da nossa alma, muitas pessoas gastam suas vidas tolamente procurando ídolos substitutos. Idolatria são as porcarias que alimentam a alma.

Adorar qualquer outro deus que não seja o verdadeiro Deus, nos leva a subnutrição espiritual e escravidão. Nenhum substituto de Deus é grande o suficiente para sustentar o compromisso de sua vida. As páginas da História estão cheias de tristes histórias de vítimas que renderam lealdade de primeira à causas de segunda que os decepcionaram.

Qualquer coisa que você adore, independente do seu nome, é o seu deus. Adorar alguma coisa é tratá-la como a melhor coisa na sua vida, o centro de todos os seus interesses.

Se sua vida está centrada em algo muito pequeno, você se encontrará girando em círculos ao invés de explorar o maravilhoso universo que Deus criou e do qual ele mesmo é o centro e eixo. A adoração do Deus verdadeiro, por outro lado, amplia sua vida e te capacita a experimentar e gozar o seu todo. Adorar qualquer coisa menor do que Deus, sufoca e escraviza sua vida.

A bíblia nos lembrar uma vez após a outra que Deus é um Deus ciumento, que não dividirá sua afeição com outro (Êxodo 34:14; Deuteronômio 4:24; 5-9; Josué 24:19). Ele ama muito você para ficar simplesmente de lado enquanto você vai se prostituir após outros deuses que só te desapontarão e destruirão. (Êxodo 34:15-16; Ezequiel 16: 1-43; Oseias 4: 12; 9:1)

Deuses substitutos possuem muitos nomes. Considere apenas três dos mais comuns: ego, sexo e segurança.

O deus do ego

Os idolatras do deus moderno do ego, estão em maior necessidade do primeiro mandamento do que seus companheiros da antigüidade que adoravam outro deus que não a si mesmos – um poder maior que eles. Os politeístas primitivos tinham a intenção de servir a Deus. Os monoteístas modernos, no entanto, constantemente confundem suas próprias imagens com a divindade. Ao invés de dizer: "por mim, um pecador, Deus falou", eles dizem implicitamente: "Quando eu falo, Deus concorda". Eles se adoram com todo seu coração, força , alma e mente, e servem somente a si mesmos (ver Marcos 12:29-30). O apóstolo Paulo os descreve como pessoas "cujo deus é o seu estômago" (Filipenses 3:19).

"Ego", como todos os ídolos, faz promessas que não pode cumprir. Embora pareça satisfazer no momento, no final desaponta. "Coma, beba e se regale", diz a si mesmo, "porque amanhã morreremos" (Lucas 12:19; I Cor. 15:32). Mas como você consegue se regalar se sua mente está perseguida pelo fatal amanhã? Viver para seu próprio prazer é a ato menos prazeroso que você pode praticar. Se teus próximos não o matarem por estarem enojados, você morrerá vagamente pelo tédio e solidão. Adorar a si mesmo é a única religião onde quanto mais devotado você for, menos seguidores você conquista.

Se o deus do ego não consegue satisfazer, considere o segundo deus da trindade profana.

O deus do sexo

O deus do sexo tem "marcado presença". Os antigos cananitas chamavam este deus de Astarote; os gregos o chamavam de Afrodite; os romanos de Vênus. O seu nome e figuram mudam, mas a mesma luxúria que movia os antigos à adorarem o deus do sexo, ainda move o coração das pessoas hoje. O problema de se falar qualquer palavra de aviso a respeito deste deus, no entanto, é que possui tantas qualidades atrativas e admiráveis, que seus devotos pensam que estamos sendo baixos. Vamos deixar claro que o deus do sexo, como qualquer outro deus falso, é um anjo caído. Começa como algo bom que perdeu a forma. O sexo foi criado por Deus para nosso prazer. Mas quando usamos de forma errada, quando sacrificamos outros valores por causa dele, quando o adoramos supremamente, traz miséria e deboche. Sexualidade não é algo intrinsecamente mal; é algo bom. E por essa razão somos tentados a idolatra-la, dando a ela a devoção que pertence somente a Deus.

Nenhum ídolo traí seus adoradores tão rápido quanto o deus do sexo. Nenhum outro deus faz promessas tão grandes e falha tão dolorosamente. A revolução sexual do século XX, que prometia curar nossa reprimida vida sexual vitoriana, criou, na verdade, uma condição pior. Ela deixou no seu despertar mais gravides indesejadas, mais doenças, e mais lares destruídos, corações machucados e vidas devassadas, do que praguejaram os nossos antepassados tolerantes e reprimidos.

Se o deus do sexo não consegue satisfazer, considere o terceiro deus da trindade profana.

O deus da segurança.

Devotos do deus da segurança acreditam que a fé é um substituto muito pobre para o dinheiro ou depósito bancário. Seu objetivo é adquirir bens materiais suficiente para que eles não tenham que mais que confiar em Deus para o seu "pão diário".

Jesus chamou o deus da segurança "Mamom" (Mateus 6:24). A raiz da palavra é "confiar". É uma boa palavra. Originalmente se refere ao que nós confiamos a um amigo ou um banco. Mais tarde veio a significar "aquilo onde alguém coloca sua confiança". E finalmente Mamom foi considerado como ídolo, que recebe confiança no lugar de Deus.

Se considerarmos todos os nossos bens materiais como simples bens a nós confiados pelo Verdadeiro Dono, somos apenas administradores responsáveis. Mas no momento que colocarmos nossa confiança em bens ao invés Daquele que os deu, nos tornamos idólatras.

Se for oferecida uma alternativa em que, ou desistirmos de Deus, ou de nossas possessões, a maioria de nós, eu espero, escolheria Deus. Mas a escolha raramente é colocada de maneira abrupta. No subconsciente tomamos decisões que mostram que nosso compromisso é com coisas, não com Deus. Segurança (pessoal ou nacional) é a base das nossas decisões, o ponto pivô da nossa dedicação. Quando o barco afunda, nós preferimos ter ouro no lugar de Deus. Arão deixou os israelitas derreterem seus brincos de ouro para fazer um bezerro . Nos nossos dias, nós adoramos o ouro sem derrete-lo. Ainda que nas nossas moedas tenha a frase: "Em Deus nós confiamos", nós queremos dizer "Neste Deus nós confiamos".

Jesus não disse que devemos servir mais á Deus do que ao dinheiro, mas ele disse que nós temos que servir ou à Deus ou ao dinheiro (Lucas 16:13). È Deus ou Mamom; faça sua escolha! Você ou irá servir a Deus e usar o dinheiro, ou servir o dinheiro e usar a Deus.

O deus da segurança é enganador e sua cadeia sutil. È como o papel de pegar moscas e a mosca: a mosca posa na substância grudenta e pensa: meu papel; apenas para descobrir que o papel está dizendo: minha mosca. Tenha cuidado se acaso suas possessões o possuem. Aqueles que buscam o deus da segurança, estão condenados a perpétua insegurança. Algum dia, mesmo o mais seguro e rico vai ouvir de Deus: "Tolo! Esta noite pedirão a tua alma; e quem irá gozar de todas as coisas que juntou para si? " (Lucas 12:20)

A humanidade é incuravelmente religiosa. Você tem necessidade de adorar algo. Você não consegue não adorar. Sua única escolha é escolher qual deus irá adorar. Você é livre para decidir qual deus controlará sua vida. È livre para escolher se sua veias terão o sangue vermelho de Deus ou o tóxico pus dos ídolos. Parafraseando o grande Josué:

Escolham neste dia quem vocês servirão, o verdadeiro e vivo Deus de seus pais ou os deuses do ego, sexo e segurança, os deuses daqueles os quais entrais para conquistar a terra. Porém eu e minha casa, serviremos ao Senhor. (Josué 24:15)

 

 

ADORAR A DEUS DA MANEIRA CERTA

Adoração é comumente considerada como uma atividade inofensiva. Algumas pessoas acham que é tão brando quanto um sanduíche de purê de batata. Considere, no entanto, a possibilidade da adoração ser altamente perigosa. Certamente, na mente daqueles que desenharam o primeiro código moral bíblico, adoração errada está no mesmo páreo com vícios, tais como homicídio, roubo e adultério. Os primeiros dois dos Dez Mandamentos tratam com adoração.

Hoje em dia, as pessoas se sentem menos culpadas em quebrar esse mandamento do que os outros. Você se surpreenderia em saber que a bíblia diz mais sobre o segundo mandamento do que os restantes? Eis o que Deus disse por Moisés: "Não farás imagens para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma que há encima nos céus ou embaixo na terra, nem nas águas embaixo na terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás, pois eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, daqueles que me odeiam, mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos." (Êxodo 20: 4-6).

O segundo mandamento tem duas partes: não faça imagens e não as adore. Quando você diz para os seus filhos não fazerem algo e eles perguntam porquê? Você responde: porque sim?

Nove dos dez mandamentos Deus nos manda cumprir porque sim. Mas o segundo nos dá três motivos:

1 Deus não tolera rivais;
2 punirá aqueles que o odeiam;
3 recompensará aqueles que o amam e o obedecem.

Em outras palavras, a forma como adoramos é importante, porque o Deus que adoramos faz diferença. Se Deus não amasse ou odiasse, punisse ou recompensasse, então quem se importaria como ou quando alguém o adora? A adoração foi trivializada porque pessoas sabem o quanto ela é importante. É importante para você e é importante para Deus.

O segundo mandamento refuta a idéia popular de que desde que alguém seja sincero, Deus está satisfeito com qualquer tipo de adoração. Especificamente, sem imagens.

Imagens do Deus verdadeiro são proibidas tanto quanto de deuses falsos. Foi assim que Arão se meteu em encrenca. Enquanto seu irmão Moisés, estava no alto da montanha recebendo as leis, Arão estava no vale fazendo um bezerro de ouro dos brincos que os israelitas ganharam dos egípcios (Êxodo 12:35) Eles dedicaram o bezerro de ouro especificamente para o Deus de Israel. Arão e seus contemporâneos ficariam chocados se alguém sugerisse que eles estavam adorando um deus estrangeiro. As pessoas disseram: "Esse é o nosso deus, que nos tirou do Egito", e eles fizeram uma festa para honrar o Senhor (Yahweh)" (Êxodo 32:1-5). Eles eram sinceros, mas Deus não estava contente. Ele disse que as pessoas pecaram e o rejeitaram. A imagem possuía seu nome, mas ele sabia que não era realmente ele que as pessoas estavam adorando.

Relíquias religiosas tornam-se ídolos quando tiram a atenção de Deus. A serpente de bronze, pôr exemplo, era um tesouro nacional. Deus disse a Moisés para faze-la e usá-la para curar o povo israelita das picadas de cobra no deserto. (Números 21:9). É um símbolo do poder salvador de Cristo. Mas quando foi adorado como um ídolo deve de ser destruída pelo rei Ezequias (II Reis 18:4). Figuras do Santo facilmente se tornam imagens santas – imagens que as pessoas adoram por si mesmas.

Eu creio que pela misericórdia de Deus nós não temos um único manuscrito original assinado pelos apóstolos ou profetas. Nossa bíblia é traduzida de cópias antigas do original. Se tivéssemos uma cópia autografada por Pedro, Paulo ou João, nós com certeza a transformaríamos num ídolo, não focalizando o que diz, mas no objeto em si mesmo.

Recentemente um grande interesse cresceu em torno do Santo Sudário, como sendo os panos que envolveram Jesus no seu sepultamento. Francamente, mesmo que seja o tecido original, eu espero que não possa ser provado. A tentação seria esmagadora para as pessoas darem mais atenção as vestimentas que Jesus usou, do que no Ressurrecto Salvador. Somos afortunados de não termos a Arca de Noé, nem a Arca da Aliança, nem as genuínas relíquias de Jesus e dos Apóstolos. Nossa adoração deve estar focalizada somente em Deus e não nas coisas que Deus usou através da História para se fazer conhecido.

Para driblarmos a tentação crônica em transformar os meios de adoração na sua finalidade, corrompendo o ato da adoração, Deus ordenou: "Não farás esculturas de nenhum ser......." No século VIII uma guerra começou entre os cristãos por causa do segundo mandamento. Os Iconoclastas ("quebradores de imagens"), exigiram que todas as imagens de adoração fossem destruídas. A partir deste dia, a Igreja Ortodoxa do Oeste restringiu imagens à figuras coloridas numa superfície plana enquanto a Igreja Católica Romana do Oeste permitiu imagens de escultura. Nenhuma medida, obviamente, chegou ao cerne da questão: a atitude e intenção da adoração. A imagem nada mais é do que uma sólida metáfora. Qualquer metáfora –esculpida, pintada escrita ou falada – pode se tornar um ídolo quando é tratada como santa por si mesma.

Metáforas e imagens são inevitáveis. A esposa de um prisioneiro de guerra guarda uma imagem, fotografia, do seu marido num lugar de destaque em sua casa. Serve como uma lembrança da ausência do seu esposo. Mas quando ele retorna, ela coloca a foto de lado e dá toda atenção à ele. E, o que é mais importante, ela permite que ele seja diferente da sua memória e da foto no porta retrato.

A igreja, que é a noiva de Cristo, precisa do mesmo bom senso sobre todas as suas imagens. Com muita freqüência, através da História, a igreja tem substituído a Presença Real por figuras. Aí, quando Deus arromba nosso mundo de tempos em tempos, a igreja se encontra tolamente agarrada a suas imagens inadequadas. Uma cena tão sem sentido poderia ser desfeita com uma boa risada se não tivesse conseqüências tão ameaçadoras.

Imagens confeccionadas despersonificam à Deus. Transformam o Grande Eu Sou numa coisa. Porque, você pode se perguntar, alguém faria isso? Porque isso mantém Deus "no seu lugar". Se Deus é uma coisa ao invés de um ser, as pessoas podem pensar a seu respeito, pregar, estudar, escrever, provar sua existência e usa-lo para satisfazer seus desejos. Esse é um conveniente tipo de deus de se ter por perto – um mordomo cósmico para quem as pessoas dão 10% de gorjeta se fizer um bom serviço!

Mas Deus não é uma coisa. Ele é uma pessoa. E uma pessoa só se satisfaz com relacionamentos de amor. Você gostaria que seu marido ou esposa, ou melhor amigo o tratasse da mesma forma que as imagens de escultura tratam Deus? Você ficaria lisonjeado se provassem sua existência, falassem, pensassem, e estudassem você? Uma pessoa você pode conhecer; uma coisa só se tem conhecimento a seu respeito. Não é suficiente saber que existe um Deus. Você sabia que o Deus que você conhece é um ser? Você pode dizer como o apóstolo Paulo: " Tudo que eu quero é conhecer a Cristo e experimentar o poder da sua ressurreição" (Filipenses 3:10)?

Imagens de escultura tentam controlar Deus. È constrangedor adorar um deus que não se padroniza a nossa compreensão e não faz o que esperamos dele. Através da História nós temos tentado domesticar a Divindade, em o manso Todo Poderoso. Nossos esforços tem sempre resultado em alguma forma de imagem de idolatria Todo empenho em conhecer a Deus como um fato objetivo "lá longe" ou um exaltado ideal "aqui" tenta trazer Deus para nossa possessão. Nós fazemos isso confeccionando ídolos, tanto os de metal como os mentais. Ídolo não é só a falsa imagem que seguramos em nossas mãos, mas também a idéia falsa que nutrimos em nosso coração.

Mas Deus transcende tudo o que podemos pegar ou conter. Quando pensamos que temos Deus, a verdade é que ele escorregou pelos nossos dedos, e somos deixados apegados a alguma imagem medíocre que nós mesmos fizemos. Nós nunca conheceremos a Deus tentando segura-lo, mas sim permitindo que ele nos segure. Nós não conhecemos a Deus tornando-o uma de nossas posses, que é absurdo e blasfemo, mas nos deixando ser possuídos por ele e nos tornando abertos ao seu ser que é infinito, o qual está dentro de nós, ao nosso redor e sobre nós (Efésios 4:6)

Imagens de escultura destroem a personalidade humana e sua liberdade. Idólatras fazem deuses como a si mesmos, mas com uma exceção: seus deuses não tem personalidade nem liberdade. Não importa se são uma boneca de trapo de uma tribo selvagem ou um sangrento conceito filosófico, eles nunca alcançam a personalidade e liberdade de quem os fez. Os fazedores de escultura são mais vivos do que suas imagens. Thomas Carlyle observou que as pessoas se tornam como os deuses que adoram. Em vão se tornando gradualmente como os deuses que servem, os idolatras, consequentemente perdem personalidade e liberdade. Eles se tornam menos pessoas e mais um objeto – um objeto que não pode agir, apenas reagir as condições ao seu redor. Ralph Waldo Emerson nos alerta: "Os deuses que adoramos escrevem seus nomes em nosso rosto, tenha certeza disso. E o homem adorará algo – não tenha dúvida disso também. Ele pode achar que o seu tributo é pago em secreto, no escuro esconderijo do seu coração – mas virá para fora. Aquele que domina, determinará sua vida e caráter. Portanto, é melhor termos cuidado com o que adoramos, porque aquilo que estamos adorando é o que estamos nos transformando’.

O velho salmista disse com sabedoria: "Nosso Deus está nos céus; e faz tudo conforme lhe agrada. Os deuses das nações são prata e ouro, trabalho de mãos humanas. Têm boca mas não falam, olhos mas não vêem; têm ouvidos mas não ouvem, nariz mas não cheiram. Têm mãos mas não sentem; pés, mas não andam, e nenhum som saí de sua garganta. Sejam como eles os que os fazem e depositam neles sua confiança" (Salmos 115: 2-8)

A adoração de Deus, na verdade, é um negócio perigoso quando distraído ou distorcido por falsas imagens. Insulta a Deus, despersonifica e controla sua pessoa. Além disso, desumaniza os adoradores destruindo sua personalidade e liberdade. Adore o Deus verdadeiro da maneira certa.

 

NÃO TOMARÁS O NOME DE DEUS EM VÃO

Eu ouvi alguém dizer: "Você nunca aprende a xingar até tirar a carteira de motorista". O corolário é: Você nunca aprende a orar até que seus filhos aprendam a dirigir! Amaldiçoar e orar são as duas formas mais comuns de usar o nome de Deus.

A pequena Susie de 7 anos, virou para seu pai perguntou: "Porque o Tommy não fala?"

"Ele não consegue", seu pai respondeu. Bebes do tamanho dele nunca falam".

Ah, falam sim, Susie respondeu. "Na escola dominical da semana passada nosso professor disse que Jó amaldiçoou o dia que ele nasceu"!

Embora Susie tenha entendido errado a história bíblica, ela não estava longe da verdade. As pessoas aprendem o hábito do linguajar baixo na mais tenra idade. Mesmo que algumas pessoas não se importem com palavrões, Deus leva o que as pessoas dizem mais a sério do que a censura da mídia. Na verdade, ele dedicou um dos dez mandamentos para esse assunto: "Não use meu nome para o mal, porque eu, o Senhor vosso Deus, punirei qualquer que tomar meu nome em vão"

Antes de considerar o significado desse mandamento, vamos entender o que ele não significa.

O QUE NÃO SIGNIFICA ESTE MANDAMENTO

Obscenidade

Embora eu não goste de obscenidades, esse não é o alvo do terceiro mandamento. Eu me oponho a perda de tempo verbal no fundamento da ética e modos sociais e não nas bases da sagrada escritura. Eu não me utilizo de palavrões pelo mesmo motivo que não limpo meu nariz em público ou falo de boca aberta durante as refeições. Os costumes, e não a bíblia, dizem que aquela palavra de quatro letras de origem anglo – saxônica é obscena. Eu acho algumas palavras pessoalmente ofensivas, mas o ato delas me ofenderem não significa que ofendem à Deus. A violação de padrões culturais e do bom gosto não é necessariamente violação da lei divina.

Palavras

O mal referido no terceiro mandamento não diz respeito a palavra em si mesma, mas na idéia e na intenção por traz dela.

"Isso é o que eu gosto em você", o diácono disse para o pregador.

"Quando suas tacadas de golfe são péssimas, você não amaldiçoa como outras pessoas."

"Pode ser, o pregador confessou, mas quando eu pigarreio, a grama morre!"

O humorista Grady Nutt sugeriu que alguém teve a audácia de inventar palavrões para os pastores. Quando os pastores dão uma martelada no dedão eles podem dizer: " Ai, ai", mas isso não é suficiente para tirar a dor.

Deixando a brincadeira de lado, pessoas debaixo de grande pressão se expressão com linguajar pesado. As palavras, no entanto, podem não ter nenhum sentido literal. Jó reclamou: "Você pensa que pode reprovar palavras, quando o discurso de um homem desesperado é vento?" (Jó 6:26). A maioria do profano é vazio de significado como o vento. Considere o absurdo de pessoas que, se de um lado, protestam em auto e bom som contra guerra nuclear, por outro lado, entregam os outros ao fogo do inferno! Mais absurdo ainda, embora menos ameaçador, é o fato de pessoas amaldiçoarem sinais de trânsito, ferramentas que não conseguem encontrar e unhas quebradas. O sobrenome de Deus não é "maldição"!

(Nota: em inglês, existe uma palavrão muito usado que é God demnet, que significa Deus te amaldiçoe, mas é bem pejorativo)

A malícia não está nas palavras em si mesmas, mas na intenção pensada por trás delas. Mark Tawain estava certo quando disse: " O espírito da ira – não as palavras – é pecado; e o espirito da ira é amaldiçoar. Nós começamos a amaldiçoar antes de aprendermos a andar. As pessoas se enganam se acham que falar droga, porcaria, coco, caracas, orra, os afasta de pecar quando o pensamento e intenção dos seus corações é a mesma que está por trás das palavras de baixo escalão. Você pode imaginar o General Sherman dizer: "A guerra é uma droga!"?

O terceiro mandamento não é apenas um esconderijo puritano contra linguajar baixo, mas se parece mais com um aviso colocado numa usina de energia: "Perigo – Alta Voltagem". Quando Uzias tocou acidentalmente a arca da aliança, ele foi fulminado. (II Samuel 6:7). A palavra se espalhou com rapidez: "Tenha cuidado com a forma que tocas em Deus, você pode se machucar!" Aqueles antigos judeus entenderam o que muitos modernos esquecem: Deus é uma rede elétrica viva. Trate-o com seriedade.

O s judeus levaram o nome de Deus tão a sério que eles se privaram de pronunciá-lo. Mesmo quando liam as Sagradas Escrituras, eles substituíam a Adonai, que significa Senhor, pelo nome escrito no texto. Era tão comum essa prática, que quando as vogais foram acrescentadas no texto, as vogais de Adonai, foram inseridas nas consoantes do nome impronunciável de Deus. Portanto, Jehovah é uma palavra híbrida. Tem as consoantes de Yahwe ( o nome impronunciavel de Deus) e as vogais de Adonai. Se parece confuso, entenda que os antigos judeus reverenciavam tanto o nome de Deus que eles esqueceram como pronunciá-lo: o nome Yahweh é uma descoberta lingüística recente.

Uma vez que entendemos o que não significa o terceiro mandamento, vamos dar atenção agora para o que ele significa.

Tomar o nome de Deus em vão significa.......

NÃO LEVAR DEUS A SÉRIO

As pessoas falham em não levar o nome de Deus á sério, negligenciando juramentos. Quebram promessas feitas em nome de Deus e prevaricam em fazer o que prometeram. Um sinal de maturidade é a fidelidade com que pessoas cumprem seus compromissos. Alguns compromissos são mais importantes que outros. Se as pessoas não conseguem cumprir o que disseram que fariam, então eles tem que fazer uma escolha, e isso exige uma escala de prioridades.

O compromisso do cristão com Jesus Cristo, obviamente, vem em primeiro lugar. Em seguida, pela ordem de importância, estão os votos do casamento. Quando prometemos "amar, honrar e cuidar, até que a morte nos separe", deixa o divórcio, como pelo menos, uma violação do terceiro mandamento. Não é um pecado imperdoável, mas que fique claro: divórcio é pecado. Tendo dado sua palavra de honra, cristãos não devem negligenciar em mante-la.

Negligenciar um juramento, diz respeito a casos futuros, mas juramentos enganosos, dizem respeito a problemas do passado. Podem haver algumas desculpas por se quebrar uma promessa, mas não existe desculpa por se mentir sobre algo que já se sabia de antemão. Pessoas que deliberadamente enganam outras sob juramento, sofrem um julgamento muito mais rígido da mão de Deus do que da justiça dos homens.

Algumas pessoas tentam evitar um juramento negligente e decepcionante, através de um voto evasivo. Jesus alertou seus conterrâneos que achavam que se o nome de Deus não fosse especificamente invocado, Deus não seria parte da transação. Jesus disse: "Aí de vós, condutores cegos, que dizeis: aquele que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Qual é maior o ouro ou o templo? Também dizeis: Aquele que jurar pelo altar, isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Qual é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar jura por ele e por tudo que sobre ele está. E o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita. E o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus, e por aquele que está assentado no trono." (Mateus 23: 16-22).

Jesus deixou claro: Você não pode deixar Deus fora de nada. Toda declaração e promessa, e toda transação humana é feita em sua presença e está sujeita a sua aprovação. Como os cristãos nunca são dispensados de seus juramentos solenes e da honestidade, seu simples sim ou não, não deveria requerer mais nada do que seu cumprimento. Juramentos são supérfluos. Jesus colocou dessa forma: "Ouvistes também o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor. Eu porém vos digo: De maneira nenhuma jureis: nem pelo céu por ser o trono de Deus, nem pela terra por ser o estrado de seus pés; nem por Jerusalém por ser a cidade do grande Rei. Não jures pela tua cabeça pois não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém o vosso sim, sim, e o vosso não, não; o que passar disso vem do maligno." (Mateus 5: 33-37)

Juramentos são uma concessão temporária à condições malignas, e Jesus ensinou que isso é completamente desnecessário entre cristãos. Mas, uma vez que os cristãos não vivem em um mundo ideal, juramentos são necessários em algumas situações legais. Jesus mesmo testemunhou sob juramento em seu julgamento (Mateus 26:63). E mesmo Deus fez um juramento. O autor do livro aos Hebreus diz: "Quando uma pessoa faz um juramento ele usa o nome de alguém maior que si mesmo, e o juramento acalma todos os argumentos. (Hebreus 6: 16-17)

Pelo fato de nem todos terem uma consciência clara do envolvimento de Deus em todos os feitos e palavras, votos são comumente acrescentados à promessas. Especialmente no sistema jurídico. "Você jura em dizer a verdade, somente a verdade, e nada mais do que a verdade, e que Deus o ajude?" é perguntado a testemunha. Uma testemunha que levou a pergunta a sério respondeu: "Se eu soubesse a verdade, toda verdade e nada mais do que a verdade, eu seria Deus!"

Com conhecimento limitado e uma resolução fraca, cristãos, apesar de tudo, sabem que toda sua vida é um juramento vivo sujeito a misericórdia e julgamento de Deus. Fazer um juramento não acrescenta nada a nossa firme intenção de dizer a verdade, porque sabemos que Deus nos considera responsáveis por cada palavra e atitude. Longe de tomar o nome de Deus em vão, nós o santificamos, não somente em oração, mas em toda conversa e comportamento.

Pedro disse: "Não há outro nome abaixo dos céus, dado entre os homens, o qual importa que sejamos salvos" (Atos 4:12). João disse: "Estes, porém, foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (João 20:31). Paulo disse: "Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão no céu, na terra e embaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para a glória de Deus Pai." (Filipenses 2:9-11). O que se pode dizer?

Talvez, como o profeta Isaías, você diga: "Pobre de mim!....porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábio" (Isaías 6:5). Você fala besteira? Você já se amoldou aos hábitos daqueles com que você se associa? Talvez, como Isaías, você precisa que um anjo toque seus lábios com brasas de fogo, para que possa dizer a verdade em amor.

7 DIAS DE TRABALHO FAZEM 1 SEMANA

"Você tem trabalho antes de brincar". Essa é uma das primeiras lições que a maioria das pessoas aprendem – ou deveriam aprender desde cedo. Antes mesmo que possa expressar isso em palavras, você sabe que há uma grande diferença entre lazer e trabalho. A diferença é mais difícil de definir do que muitos supõe. Com certeza não tem nada haver com o fato de ser pago pela atividade. Muitas pessoas são pagas para ter lazer, para fazer coisas que você faria prontamente de graça. E há os outros, pobres escravos, que não recebem nada por seu trabalho pesado.

Uma maneira de distinguir trabalho de lazer, é definir a palavra "lazer" como: "trabalho que você não tem que fazer". Então porque faze-lo? Porque você quer faze-lo. E você o deseja porque a atividade está de acordo com que você é. Tem a ver com seus interesses, dons e talentos. Trabalho, por outro lado, é uma atividade que entra em conflito com sua personalidade. Independente do seu interesse, talento ou dom, terá que faze-lo.

TRABALHE SEIS DIAS

"Trabalharás seis dias e fará toda tua obra....." (Êxodo 20:9). Muito antes de Deus falar com Moisés no monte Sinai, ele revelou o valor do trabalho. Em Gênesis 2, antes dos humanos pecarem, Deus mandou Adão cultivar o jardim do Éden. O trabalho não era um fardo, mas uma atividade nobre.

Alan Richardson, na Doutrina Bíblica do Trabalho, escreveu: "Diferente dos gregos, que achavam que trabalhar para viver está aquém da dignidade de um cavalheiro, os hebreus consideravam a labuta diária como parte normal da divina ordem do mundo, e nenhum homem estava fora disso." O escritor de I Samuel não vê como problema o fato de mostrar que o rei Saul era um trabalhador (I Samuel 11:5). O título "servo de Deus" era um título de prestígio (Gênesis 26:24; Êxodo 14:31).

Embora o trabalho tenha sido ordenado por Deus como uma atividade nobre, logo foi corrompido pelo pecado. Uma das conseqüências da queda de Adão é que seus descendentes tem que trabalhar ao invés de fazer o que desejam. "Pôr causa do que você fez", Deus disse, "maldita é a terra; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela produzirá cardos e abrolhos, e terás que comer ervas do campo. Trabalharás e do suor do teu rosto, farás com que o solo produza" (Gênesis 3:17-19).

Alguns podem presumir desse texto que a diferença da maldição pelo pecado está na quantidade de exercício que humanidade teria que fazer. Ainda assim é muito pouco provável supor que os músculos de Adão antes da queda eram flácidos pelo desuso. Melhor, a diferença está no fato de que antes do pecado, o que ele fazia estava mais em harmonia com quem ele era, lazer. Depois do pecado, o que ele fazia estava em conflito com quem ele era, seu trabalho se tornou árduo e compulsivo. Talvez, antes do pecado, Adão encarava seu trabalho como o caçador entusiasmado que chega na madrugada sedento por um dia de caça, e volta para casa suado, feliz e exausto no fim do dia. Mas depois de pecar, seu trabalho se transformou na tortura diária do arrancador de cardos que se obriga a sair da cama contrariamente a sua natureza interior.

O trabalho se tornou não somente preocupante, mas também compulsivo. Fornece uma estrutura melancólica para uma vida que de outra forma, seria sem sentido. Durante a recessão de 1982, Daiane Sawyer disse no noticiário matutino da CBS, que para 1% do crescimento do desemprego, existe uma média de 4% de suicídio. Sua sobrevivência depende exclusivamente em fazer algo que você preferiria não fazer. Não é de estranhar tanta infelicidade e insatisfação neste mundo!

Pode haver tanta intemperança no trabalho como na bebida. Os "viciados em trabalho" sacrificam suas esposas, maridos, filhos e mesmo sua alma no altar da realização profissional.

O fato de uma atividade ser trabalho ou lazer, nem depende tanto no que você faz, mas da sua atitude. O trabalho de um pescador pode ser o lazer de um jardineiro e vice-versa. Trabalho é qualquer coisa que você faz, preferindo fazer outra coisa. Lazer é a "outra coisa". Ela brota espontaneamente pelo tipo de pessoa que você é.

Lazer é uma parte importante da adoração. A irmã de Moisés, Miriã, liderou as mulheres de Israel a celebrar com dança, a miraculosa libertação do Egito pelo Mar Vermelho (Êxodo 15:20). Quando a arca da aliança foi trazida à Jerusalém, as escrituras nos falam que Davi "dançou com todas suas forças para honrar a Deus" (II. Samuel 6:14). Em seu ponto mais alto, adoração não pode ser traduzida em palavras. Quando as palavras falham, pessoas cantam e dançam. Mesmo o profeta chorão Jeremias, descreveu a nova geração como se em lazer: "Te adornarás com enfeites, e dançarás a dança de núpcias" (Jeremias 31:4).

Adoração que é um trabalho obrigatório, não é adoração, mas sacrilégio. A verdadeira adoração, como lazer, brota de seu coração. Jesus disse: "Aquele que crê em mim, rios de água viva jorrarão do seu interior" (João 7:38).

DESCANÇE UM DIA

"Lembra-te do dia do Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas no sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho." (Êxodo 20:8-10).

Para nossa geração compulsiva, o Senhor, com efeito diz: "Não façam apenas alguma coisa Se posicione. Se posicione com regularidade suficiente para descobrir e reafirmar quem é você em relação ao seu Criador."

Lazer significa liberdade para fazer algo. Também significa liberdade para não fazer nada. Numa sociedade dirigida pela compulsão do trabalho, liberdade para não fazer nada talvez seja a mais rara e preciosa de todas.

È um mandamento importante. Embora o Sábado seja apenas um sétimo da semana, é o único dia que Deus abençoou e santificou. Isso implica que o chefe da humanidade não é o trabalho, ao contrário, descanso e adoração. Jesus escolheu este tema na casa de Maria e Marta quando ele disse que Maria havia escolhido a melhor parte, ou seja, estar desfrutando dele, ao invés de trabalhar na cozinha com sua irmã. (Lucas 10:38-42).

Existem 3 considerações envolvidas no descanso verdadeiro. Descanso não é somente inatividade. Nos tempos modernos a maioria do trabalho não exige esforço físico, e consequentemente, não necessita de descanso físico. Descanso é o contraste da atividade agradável, com o que você faz o resto do tempo. Descanso é algo que você faz porque gosta da atividade por si só, sem buscar somente os resultados. O golfe pode se tornar trabalho se seu único interesse é em aumentar os pontos.

O escritor de Hebreus descreve a vida cristã como um perpétuo Sábado. Ele começa citando Gênesis "Deus descansou no sétimo dia de todo seu trabalho" (Hebreus 4:4). Ele relembra seus leitores: " Os que primeiro receberam as boas novas, não receberam esse descanso, porque não acreditaram" (4:6). Então ele argumenta: "Há, porém, os que podem receber...que ainda há descanso para o povo de Deus, o descanso como o que Deus descansou no sétimo dia" (4:9). Finalmente ele concluí: "Façamos, portanto, o nosso melhor para receber esse descanso (4:11). Em nenhuma dessas referências o Sábado significa um dia do calendário, nem o descanso mera inatividade.

Descanso não é desistir
Da carreira ocupada
Descanso é encaixar
A si mesmo em sua esfera
Ama-lo e servi-lo
O Altíssimo e o melhor!
Seu progressivo encontro
Este é o verdadeiro descanso. (John Sullivan Dwuight)

O Sábado não é somente um dia da semana, mas um estilo de vida. É como a vida funciona. Deus descansou não porque estava cansado ou não conseguia pensar em nada melhor para fazer. Ele criou você e o mundo para funcionar em harmonia. Do mesmo jeito que o compasso das peças deve estar correto para que o motor trabalhe em harmonia, existem tempos que devem ser observados, se você e o universo querem funcionar da maneira devida. O ciclo fundamental que Deus construiu nas coisas, se alterna entre fazer e ser, trabalho e descanso. O quarto mandamento diz que até os animais precisam e merecem descanso. (Êxodo 20:10).

O professor de Oxford/ Cambirdge, C. S. Lewis, escreveu: "Você deve ter notado, eu espero, que a humanidade é o único animal amador; todos os outros são profissionais. Eles não tem lazer e não o desejam. O leão não para de caçar e o castor de construir açudes ou a abelha de fazer mel. Quando Deus fez as bestas sem entendimento ele salvou o mundo de infinito tédio, porque se eles pudessem falar, todos eles não fariam nada o dia todo, não teriam outro assunto além de compras."

O Sábado era originalmente o sétimo dia da semana. Mas foi modificado pela igreja primitiva para o primeiro dia da semana, Domingo. Essa mudança não veio de nenhum mandamento específico, mas por circunstâncias históricas. Domingo foi o dia que Jesus ressuscitou e começou uma nova criação. Até sua ressurreição, os crentes trabalhavam até o Sábado. Depois de sua ressurreição, os crentes trabalham a partir do Sábado. A vida de fé – descanso dos cristãos é o ponto inicial, não o fim. Consequentemente, o Sábado é celebrado no Domingo ao invés de Sábado.

Negligenciar o Sábado (descanso) faz da vida uma tarefa, um emprego, um trabalho. Deus não precisa de um dia santificado; você sim. "O Sábado foi instituído para o homem reto", disse Jesus (Marcos 2:27). Ele "perseverou em fazer o bem" (Atos 10:38). Sem o Sábado as pessoas apenas perseveram. Eles precisam aprender a parar e deixar suas almas se atualizarem com o seus corpos. Pessoas que não guardam o descanso, são como estradas sem retorno.

Não confunda ocupação com bênçãos. Ativismo não deve passar por espiritualismo. O que você é, é mais importante do que você faz. Preenchendo sua vida com atividades sem fim, você a esvazia de significado.. Você acaba se desgastando até os ossos!

Nós até fazemos piada sobres as regras extremistas do Sábado guardada pelos puritanos, mas a piada somos nós. Eles não viveram numa era de euforia como a nossa. Eles não foram vexados como nós com doenças mentais, alcoolismo, colapsos nervosos e suicídio. Nós somos as pessoas com mais entretenimento e mais infelizes da terra. O fato é que não podemos quebrar o Sábado (descanso); nós só podemos ser quebrados por ele.

Guardar o Sábado é fazer da vida um lazer. Lembrar que somos filhos de Deus empurra os limites da vida infinitamente além da maçante, monótona rotina do labor e a transforma. Perguntaram a dois pedreiros: "O que vocês estão fazendo?" O primeiro respondeu: "assentando tijolos!". O segundo respondeu: "construindo uma catedral." Para algumas pessoas a vida é apenas assentar um tijolo após o outro – muito trabalho! Mas para outros é a construção de uma catedral, ou seja, lazer. Antes de conseguir construir uma catedral, você tem que saber quem você é, e qual seu lugar no plano do Mestre. O Sábado é o momento onde você descobre essas coisas.

Anos atrás, um locutor da rádio NBC, recebeu uma carta de um criador de ovelhas de Idaho. "Eu gosto dos seus programas", ele escreveu, "mas eu quero te pedir um favor. È bem solitário aqui nas montanhas a não ser pelo rádio. Eu costumava tocar o meu violino, mas ele desafinou terrivelmente. Você faria a gentileza de parar durante o seu próximo programa para tocar "A" para que eu possa afinar meu violino e aproveitar seu som novamente?"

A sua vida está desafinada sem Deus? Quanto tempo faz que você não escuta "A"? Não faça apenas alguma coisa. Permaneça até que escute um "A". Então afine sua vida para tocar em harmonia com o grande coral cósmico de Deus.

HONRAR A PAI E MÃE

Embora a bíblia diga que os dez mandamentos foram escrito em duas tábuas de pedras (Êxodo 24:12; 34:1) não nos fala como eles foram divididos nas tábuas. Cinco em um e cinco na outra parece o mais razoável, mas é uma divisão errada se forem considerados os temas dos mandamentos. Desde os tempos remotos, estudiosos da bíblia notaram que os primeiros quatro mandamentos dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus, e os últimos seis, concernem nosso relacionamento com o próximo.

Não tem realmente importância em como os mandamentos foram organizados nas tábuas de pedra, mas é importante notar os temas idênticos. O judaísmo foi a primeira religião do mundo a combinar adoração (responsabilidades referentes à Deus) com ética (responsabilidades referentes à humanidade). Os deuses do monte Olimpo não eram nem éticos em seu comportamento, nem faziam exigências éticas aos seus adoradores. Essa fé barata ainda tem seus fãs. Os neo-paganistas tem todo o conforto e excitação da sua religião sem nenhum dos inconvenientes de um Deus que pega no seu pé quando querem fazer alguma coisa.

Na religião da bíblia, no entanto, Deus é o instituidor da lei. Ética é teologia na prática.; os dez mandamentos são adoração na finalidade. Os mandamentos falam das duas, teologia (nosso relacionamento com Deus) e ética (nosso relacionamento com o próximo).

O quinto mandamento começa com a segunda "tábua da lei": nossa responsabilidade uns para com os outros. Nessa parte Deus nos fala de como nos tornarmos mais humanos controlando certos impulsos que compartilhamos com os animais irracionais – como ira, raiva e luxúria. Esses comportamentos são naturais. Na verdade, são essenciais a nossa sobrevivência. Mas Deus nos chama para fazermos algo maior e mais nobre. Ele nos comanda a controlar o que vem naturalmente, para que não matemos nem roubemos e não forniquemos simplesmente porque acontece para nossa vantagem imediata. Ira, raiva e sexo são necessidades fortes dentro de todos nós. Como fogo, são bons presentes de Deus. Também como fogo, se tornam perigosos quando perdem o controle. Por isso temos os dez mandamentos, para nos dizer como controlar nossas inclinações naturais para que ninguém se machuque.

Qual inclinação você acha que é controlada pelo quinto mandamento? A maioria dos animais instintivamente se preocupam com seus filhotes. Ursos e leoas o atacarão se você mexer com seus filhotes. Embora a maioria das espécies cuidem de suas crias, nenhuma cuida dos seus velhos, a não ser os humanos. O quinto mandamento nos convida a nos colocarmos acima de nossa natureza animal. Deus espera mais de mim e de você do que dos gatos e cachorros. Ele ordena que os filhos cuidem dos pais da mesma forma que os pais instintivamente cuidam dos filhos. "Honra teu pai e tua mãe". Honrando os idosos nós nos colocamos acima do resto da natureza e nos tornamos verdadeiramente o que somos. Nós precisamos ouvir novamente o quinto mandamento. Nossa geração moderna não dá ao idoso o lugar de honra que eles tinham antigamente e tão ricamente merecem hoje. Bertrand Russell reclamou: "Eu nasci na geração errada. Quando eu era jovem, ninguém tinha respeito pela juventude. Agora eu sou um homem velho e ninguém respeita os idosos."

Quase todos, da Avenida Madison, até a igreja local, honram os jovens. Agora, isso não é uma idéia má, mas lembre-se que a juventude não é a época que a bíblia dá a maior honra. Moisés disse: "Mostre respeito pelos velhos e os honre" (Levítico 19:32). E Pedro acrescentou: "Jovens sede submissos aos mais velhos" (I Pedro 5:5).

Eu me ressinto do fato de que chamar alguém de velho seja um insulto. Nossa cultura distorceu o valor da tradição da terceira idade, fazendo algo honroso parecer uma desgraça. Na bíblia a velhice não é um problema. É uma benção (Isaías 65:20; Zacarias 8: 4-5). Por milhares de anos, ser chamado de "velho" foi uma grande honra. Hoje em dia, é um insulto. O que foi que aconteceu com nossos valores?

Uma cultura centrada no jovem, é uma cultura olhando do avesso. È uma sociedade onde pessoas honram o que eles costumavam ser, ao invés do que eles serão.

Idade é como dinheiro. Não é o quanto você já gastou que conta, mas o quanto você ainda tem para gastar. Se nós verdadeiramente acreditamos no que dizemos sobre a vida eterna, o que temos para gastar é a eternidade. Cada aniversário nos leva um ano mais longe do dia do nosso nascimento, e um ano mais perto da casa de nosso Pai eterno.

A raiz da palavra em hebraico para honra significa "pesar bastante". As pessoas que me consideram bastante, são as que mais contribuem para meu peso (valor): meus pais, minha esposa e meus filhos – a eles eu devo grande respeito e honra.

O quinto mandamento é primeiramente endereçado aos adultos. Não é um clube de faturamento que pais frustrados podem usar para bater em seus filhos rebeldes com respeito a submissão. Os pais que tentam conseguir respeito dos filhos citando as escrituras, terão tanto sucesso quanto manobrar o carro tocando a buzina.

O quinto mandamento tem mais a ver com cuidado da saúde, pensão para idosos, e casas de repouso, do que com menores desobedientes. Significa, pura e simplesmente quando seu pai e mãe precisar de você, não os abandone. Honre seu pai e sua mãe.

Embora o INSS, plano de saúde, e asilos, tenham tomado para si esse tipo de responsabilidade exigida nesse mandamento, nenhum sistema organizacional pode honrar seus pais por você. Muitas organizações são terrivelmente impessoais e até desumanas.

Quando os pais não são mais membros produtivos da sociedade, eles necessitam mais do que nunca, serem honrados e estar conscientes do seu valor. O quinto mandamento ordena honra aos pais, mas não honra somente. Ele não diz: "Honra somente teu pai e tua mãe. Esse é só o começo. O apóstolo Pedro disse: " respeite a todos" (I Pedro 2:17). Não somente as crianças devem respeitar seus pais, mas pais devem honrar seus filhos. O rico deve honrar o pobre, e o pobre honrar o rico. O fraco deve honrar o forte, e o forte honrar o fraco.

Jesus deu a esse mandamento sua maior aplicação quando declarou: "Verdadeiramente vos digo, o que fizeres a esse menor entre vós, a mim o fazeis" (Mateus 25:40). Você honra os outros os tratando com a mesma consideração que você tem com a pessoa de Jesus Cristo? Se você trata os outros, da maneira que trata Jesus, você honrará não somente seus pais, mas toda alma vivente.

A honra existe de formas diferentes. È muito mais do que cartão, bombons ou flores no dia das mães. A forma como os pais honram os filhos, por exemplo, é diferente de como os filhos honram os pais. È uma desonra tratar todos da mesma maneira sem respeitar as diferentes necessidades de cada um e suas responsabilidades. A verdadeira honra leva em conta a idade e situação das pessoas envolvidas, e a natureza do relacionamento. Você é jovem apenas uma vez, mas pode ficar imaturo pelo esto de sua vida. Uma das razões que o espaço entre as gerações é um problema, é porque não é largo o suficiente. Muitos adultos tentam agir como se fossem adolescentes, e muitos adolescentes como se fossem adultos. Com todos os atores lendo as falas de outro personagem, não é de se estranhar que a peça seja confusa. Filhos não podem honrar seus pais se não aceitarem o seu papel de dependentes. E pais não podem honrar seus filhos enquanto fogem de suas responsabilidades de pais.

Para complicar ainda mais as coisas, os papeis continuam mudando. Para uma criança, honra significa obediência. Para um adolescente, significa respeito. Conforme a criança se torna adulta significa bondade, consideração e cuidado com os pais.

Um menino nunca se tornará um homem, e a menina nunca será uma mulher, se sempre tiverem que obedecer seus pais. Embora as crianças desenvolvam a necessidade de obedecer seus pais, eles nunca desenvolverão seu dever de honrar seus pais. Chegará o tempo em que pais idosos terão que obedecer seus filhos, mas mesmo assim, e especialmente nessa hora, os filhos devem encontrar uma forma de honrar seus pais , para reafirmar sua dignidade e valor.

O apóstolo Paulo nos lembra que o quinto mandamento é o primeiro mandamento com promessa: " Para que tudo te vá bem, e tenhas abundância de dias" (Efésios 6:3). Quando um professor de escola dominical perguntou a um menino o que isso significava, sua interpretação foi: "É melhor eu fazer o que meus pais dizem ou eles me matarão". Embora existam pais que concordem com essa versão, eu não creio que era isso que Moisés ou Paulo tinham em mente. "Para.......que tenhas abundância de dias sobre a terra", não é uma garantia de anos extras de vida para os indivíduos que honram seus pais. È uma promessa para preservar a ordem social que respeita gerações precedentes. Lembre-se que os mandamentos foram dados depois que o povo de Israel saiu do Egito, e antes de entrarem e ocuparem a terra prometida. Eles eram uma nação novinha em folha. Então Deus deu a eles leis e mandamentos para mostra-los como funcionar. Bons cidadãos podem morrer cedo, mas culturas onde as pessoas honram os mais velhos duram com estabilidade.

Uma das razões porque a cultura chinesa tem sobrevivido por milhares de anos através de revoluções políticas e sociais, é que, em meio a tudo isso, eles obedeceram o quinto mandamento – não porque Deus falou para Moisés, mas porque é sábio. "(Para) que tenhas abundância de dias sobre a terra", não é um suborno tentador a boa conduta, mas uma afirmação de fato, sobre tribos, nações e famílias, nas quais honra é achada.

Lembre-se, a bíblia não ensina quem deve te honrar, mas quem você deve honrar – seus pais, seus filhos e todas as outras pessoas. Você obedece o quinto mandamento não exigindo que os outros te honrem, mas tomando a iniciativa em honra-los.

ASSASSINATO MISTO

Agora chegamos no mais controvertido mandamento de todos. Se perguntado para citar os dez mandamentos, muitas pessoas começariam com "Não matarás", porque ele classifica a maldade mais óbvia que Deus proibiu. Embora esteja claro que a proibição do mandamento seja para todas as culturas – bíblicas e não bíblicas – as pessoas hoje em dias não estão todas em concordância com seu escopo e intenção.

O sexto mandamento não é uma interdição vazia contra matanças, mas, ao contrário, uma proibição específica sobre o homicídio, a intenção em tirar a vida humana. Os defensores dos Direitos Animais vão muito longe em aplicar esse mandamento a morte de vacas, galinhas e porcos. Assim como nem todo sexo é adultério, nem todo assassinato é homicídio. A história do Velho Testamento deixa claro que os antigos hebreus não aplicavam esse mandamento para guerras fora da lei ou punição capital, mas para vingança pessoal de sangue.

Em seu senso limitado, é o mandamento menos complicado dos dez. "Não matarás". Irmãos, muitos de nós está tão apto a isto como se Deus tivesse ordenado: "Não cuspirás na lua"! Nós nunca matamos ninguém e não temos a intenção. Adultério, roubo, mentira....Ah, são questões diferentes. Mas falaremos mais sobre eles depois.

Muitas pessoas, quando perguntadas se aprovam o sexo e violência, responderiam: "Sim e não!" Independente de toda violência em nosso mundo, poucas pessoas a aprovam. Somente uma pessoa entre mil quebra o sexto mandamento, em seu sentido estrito de homicídio. E muitos assassinos são psicopatas incapazes de sentir culpa por sua má conduta. Portanto, para homicidas e não homicidas, o sexto mandamento é o menos complicado deles.

Conquanto que nos apeguemos a referência primária do sexto mandamento, estamos a salvo num terreno sem controvérsias. Mas nós não temos que comprar um livro ou olhar um site na Internet para descobrir que Deus desaprova a matança de pessoas. Nós, portanto, deixaremos a fortaleza segura do óbvio, para explorar as florestas profundas e cavernas escuras que circundam este mandamento. Antes de nos adiantarmos em nossa jornada, eu te aviso que há atiradores de tocaia espreitando no escuro ao longo do caminho, prontos para atacar se transgredirmos seus códigos de comportamento. Eu tentarei ser um guia confiável, mas confesso que outros guias, os quais a sabedoria e compromisso cristão eu respeito grandemente, te levariam por uma estrada diferente.

A referência primária do sexto mandamento é o homicídio, tirar a vida humana, que é tão sagrada quanto o sopro de Deus que a deu. (Gênesis 2:7). Mas existem outras maneiras de acabar com uma vida além do "homicídio mais abominável". Vamos considerar alguns atos mistos que violam a santidade da vida de maneiras diferentes.

Suicídio

Toda forma de vida é sagrada, incluindo a sua. Você não escolhe a hora e as circunstâncias do seu nascimento, e nem da sua morte. Essas questões pertencem exclusivamente ao Criador. "Vocês não pertencem a si mesmos mas à Deus" (I Coríntios 6:19). Tirar sua vida destroi o que pertence à Deus, e mais ainda, priva os outros do amor e ajuda que você poderia ter dedicado à eles. Suicídio quebra o sexto mandamento.

Existem outras maneiras de encurtar sua vida que podem ser menos violentas, mas tão eficientes quanto. Pôr exemplo..........

Drogas, Álcool, Cigarros e Glutonaria

Álcool é a droga número um em morte nos Estados Unidos. Mata muito mais pessoas do que cocaína ou heroína. Cinqüenta por cento de todos os acidentes de carro fatais envolve motoristas bêbados. Se houvessem motoristas bêbados no tempo de Moisés, provavelmente existiriam onze mandamentos. Alcoolismo não leva as pessoas à morte tão somente, mas as mata enquanto estão vivas, o que é ainda pior! Nove milhões de alcoólatras, sofrem o inferno em vida nos EUA. Eles estão quebrando o sexto mandamento matando a si mesmos e aos outros.

È tão sério o problema do alcoolismo nos nossos dias, que muitos cristãos defendem total abstinência como a única solução responsável. A bíblia ordena claramente a temperança. (I Timóteo 3:8; Tito 2:3) e condena a bebedice (Provérbios 23:29-35; I Coríntios 6:9-10; Efésios 5:18), mas não insiste em total abstinência. Jesus mesmo transformou a água em vinho e era largamente conhecido como beberrão de vinho (João 2:1-11); Mateus 11:19; Lucas 7:34). Embora abstinência completa de toda bebida alcóolica não seja um comportamento esperado dos cristãos, talvez seja necessário para aqueles cuja o ambiente ou o biótipo leva ao alcoolismo, um pecado capital.

Álcool não é o único assassino "não violento". Cigarros também são uma substância letal. O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, prevê que um milhão de crianças agora na escola, irão morrer de câncer no pulmão antes de atingirem a idade de 70 anos. Pode ser que fumar não te deixe fora do céu. Na verdade, pode te levar para lá mais rápido! 390,000 americanos morrem todos os anos por causa do efeito tóxico do tabaco. È a mesma fatalidade de três jumbos 747, lotados de passageiros, caíssem todos os dias, durante um ano inteiro. Se essa jornada no território do homicídio misto não conseguiu deixar você nervoso ainda, segure o seu chapéu. Na esquina existe outro assassino que se parece com um velho amigo.

Comida mata pessoas de duas maneiras: ou não se tem o suficiente, ou se tem demais. Alguns dos filhos de Deus morrem de fome, enquanto outros "cavam" sua própria cova com seus garfos. Eles encurtam suas próprias vidas comendo em excesso, e a dos outros se recusando a não repartir o excedente alimentar. Aqueles que se entregam às drogas, álcool, cigarro e glutonaria, cometem suicídio a prestação. É um ato misto de homicídio, uma violação do sexto mandamento.

Aborto

Desde 1973, mais de 30 milhões de vidas humanas foram legalmente mortas nos EUA antes de nascer. Enquanto os defensores do pró- vida e pró- escolha debatem o assunto, a carnificina continua. Ao invés de ficarmos discutindo entre nós mesmos, porque não encontrar formas de diminuir as mortes? O Presidente Clinton disse repetidamente: "Aborto deveria ser legalizado, seguro e raro". Nós gastamos todo nosso dinheiro e energia discutindo sua legalidade e segurança. Eu creio que é tempo de trabalharmos juntos para torna-lo raro. Militantes do pró- vida e pró- escolha poderiam concordar em uma coisa: vamos fazer o aborto raro. Como? Uma forma seria exigir que toda clínica de aborto desse o nome de pais adotivos a suas clientes. Oferecer a elas cuidado pré o pós parto e uma lar cheio de amor para seu bebê que está prestes a ser abortado. Pense nas vidas que seriam salvas! Isso pode acontecer? Não exatamente, porque as pessoas preferem mais defender sua opinião do que encontrar uma solução. Portanto, a matança continua.

O que a bíblia fala sobre aborto? Não muito. Não existe uma afirmação direta no Novo Testamento e somente uma referência incidental no Velho Testamento. Embora matar uma criança no útero, não recebesse a mesma consideração do homicídio pela lei Mosaica, é considerado crime (Êxodo 21:22-25). Os cristãs de hoje podem ter diferentes visões políticas no tocante a forma com que o governo deve se envolver nesse assunto, mas todos os cristãos devem concordar na santidade da vida. A vida não é mero acidente. È um Dom divino. Pessoas não deveria ousar em destruir o que Deus tem nos dado.

O sexto mandamento fica mais e mais controverso quando nós desviamos da santidade da vida embrionária, para a santidade da vida criminal. Isso nos trás a uma área onde estudiosos da bíblia diferem.

Pena de Morte

Agora, nós entramos num território que passou por muitas mudanças desde os dias de Moisés. Longe de proibir a pena capital, o Velho Testamento, na verdade, o ordena para crimes como o adultério, não cumprimento do Sábado, desonrar pai e mãe (Levítico 20:10; Números 15:32-36); Deuteronômio 21:18-21) e, meu favorito, discutir com o pastor (Deuteronômio 17:12). Graças à Deus essa não é a lei de hoje, ou você não teria condições de ler isso a não ser que estivesse escrito em amianto!

Sim, os tempos mudaram. As leis do velho testamento governaram um sociedade primária. Aquelas leis foram modificadas através dos anos por uma gradual redução dos tipos crimes onde as penas capitais são determinadas. Existem crimes em nossa sociedade moderna para os quais a pena de morte seja a pena adequada? Alguns cristãos responderiam que sim, e alguns que não. O não arrependido Tim McVey certamente merece morrer por matar um homem inocente, mulheres e crianças, quando explodiu o prédio da Justiça Federal Americana em Tulsa. Igual ao divórcio e escravidão, talvez a pena capital seja uma daquelas infrações da vontade divina, que a bíblia não eliminou imediatamente.

Algumas coisas eu tenho certeza, algumas não. Eu não sei se a sociedade estaria melhor, com ou sem pena de morte. Eu sei que eu preferiria mais viver num país onde ela é rara, do que em um onde ela é comum. E eu tenho certeza que Deus ama todos os pecadores, até os assassinos, e oferece salvação através do sangue derramado de seu filho Jesus Cristo, e tenho certeza que esse deveria ser nosso maior recado a um mundo perdido e condenado.

Guerra

Novamente nós nos aprofundamos em um território que modificou-se desde os dias de Moisés. Por outro lado, os antigos hebreus foram ensinados a não matar. Mesmo assim, eles eram comandados a travar guerras "santas" contra os pagãos – não era qualquer guerra, para seu conhecimento, mas somente as que eram determinadas por Deus.

Cristãos tem discutido entre si através dos séculos, sobre quais condições pode-se, conscientemente, iniciar uma guerra. E, em nossa geração, outra grande oportunidade aconteceu neste campo. Nossa geração é a única que tem o poder e a habilidade de ser a última geração. Os especialistas são quase unânimes: guerra global nuclear, seria suicídio global. Consequentemente, quase todo mundo parece estar a favor de um desarmamento nuclear global. Mas o problema é que nenhuma nação que ser a primeira a começar o desarmamento. Então as nações continuam como doidas, estocando incríveis arsenais de armas que pode matar os dois lados por muitas vezes.

Para focalizar a questão mais de perto, aqui vai um desafio. Dois homens estão num porão. Um forte cheiro de gás está no ar. Um tem quinze fósforos. O outro tem vinte. A pergunta é qual dos dois ganha o jogo ou é mais esperto que o outro? Se puder responder essa pergunta, poderá responder a questão de quem ganha quanto ao armamento nuclear.

O armamento nuclear, pode destruir a raça humana. Parece mais claro do que nunca que, a única esperança para este mundo sobreviver no século XXI, é que as nações confiem em Deus ao invés de armamentos (Salmos 44:3-8; Zacarias 4:6).

Ódio

Nós avanços muito no território que circunda o sexto mandamento, mas nenhum é tão "extrapolado" quanto o mandamento de Jesus: "Ame os seu inimigos" (Mateus 5:44). João aplica isso diretamente ao sexto mandamento: "Qualquer que odiar seu irmão, é assassino..." (I João 3:15). Agora todos nós fomos pegos. O que começou como o mandamento pouco implicador, nos pegou.

Embora nós nunca tenhamos matado ninguém, temos de confessar que, algumas vezes, lemos os avisos fúnebres com prazer. Enquanto a lei de Moisés restringe o fim da violência, a lei de Jesus restringe a causa inicial da violência. Ele impede não somente a mão que está prestes a atacar, mas também o coração que está prestes a odiar.

Quase todos são culpados de algum homicídio misto. Essas são as más notícias. Mas a boa notícia é que Deus nos ama a ainda tem um plano maravilhoso para nossas vidas. Moisés, Davi e Paulo eram todos assassinos que Deus resgatou e restaurou para grandes bênçãos e ministério. O mesmo que Deus fez por eles, pode fazer por nós.

ADULTÉRIO

Jesus chamou a geração em que ele viveu: "geração adúltera e pecadora" (Marcos 8:38) Quais palavras você acha que ele usaria para descrever a nossa?

As novelas podem não melhorar o que ocorre na vida real, mas demonstram o que as pessoas reais acham apropriado para se distrair. Entretenimento reflete a sociedade, e é um dos fatos que forma o comportamento do público. A Universidade de Pensilvânia, Annemberg Escola de Comunicação, publicaram os resultados de uma pesquisa sobre o comportamento sexual mostrado nas novelas. Quarenta e nove por cento dos relacionamentos acontecia entre pessoas não casadas entre si. Vinte e nove por cento entre desconhecidos e seis por cento um casal casado. "Devido a crescente audiência desses seriados" a reportagem concluí, "novelas tem uma grande força de transmitir valores, estilo de vida e informação sexual à juventude telespectadora".

Alguns já desistiram da batalha por valores morais. Eles jogaram a toalha e disseram estar quites. Ann Landers que tem dado conselhos a mais pessoas do que qualquer pastor disse: "Com relação a padrões de moralidade, eu sinto muito dizer, mas esqueça. Esse trem já partiu a muito tempo atrás" (LA Times, 12/7/91). Dr. Ruth Westheimer , renomada terapeuta sexóloga disse na NBC Today Show (7/5/88): "As gerações passadas não conversavam sobre sexo; a nossa não conversa sobre moralidade".

A nossa geração é uma geração pecadora e adúltera. Eu gostaria de estar me referindo somente aos pagãos. Mas mesmo cristãos são pegos no clima sexual. Ao invés de serem termostatos eles são termômetros. Ao invés de mudar seu ambiente moral, eles refletem os atos de uma sociedade decadente. O ponto de referência dos cristãos não deveria ser o índice Gallup, mas a eterna Palavra de Deus, que declarou no monte Sinai e através da bíblia: "Não adulterarás".

Adultério Adultera

Porque as pessoas devem afastar-se do adultério? Porque Deus mandou! E ele mandou por várias razões óbvias. Primeiro de tudo, adultério adultera. Sexo é essencialmente puro. É parte da criação que Deus declarou boa. Mas, porque é puro, deve ser protegido de ser adulterado. Nós precisamos da lei do sexo puro de Deus, da mesma forma que precisamos de comida sem contaminação e leis contra drogas. As leis nos protegem de elementos que contaminam, que distroem nossa saúde e felicidade. A bíblia não é contra o sexo, ao contrário, ela o valoriza ao ponto de resgata-lo do adultério.

O primeiro mandamento (adorarás somente o Senhor teu Deus) deixou claro que há coisas boas na vida que facilmente se tornam ídolos. Nós somos tentados a dar a elas a devoção que pertence somente à Deus. Adorar Afrodite, ou seja, sensação sexual, diminui ao invés de aumentar o prazer sexual. O casa – separa de Holywood é uma demonstração pública que promiscuidade sexual mata a felicidade do matrimônio. Rev. Glynn "Scotty" Wolfe está no livro Guines dos Recordes como o homem mais casado do mundo. Após 29 casamentos, ele morreu sozinho na idade de 88, num asilo. Por duas semanas ninguém se pronunciou para pedir seu corpo. A solidão de Scotty Wolfe demonstra a derrota de muitos que não conseguem manter um relacionamento estável por muito tempo. O mundo não está pronto para voltar ao puritanismo exacerbado, mas não pode mais sobreviver o moderno papel de lixo que faz do sexo uma distração, das mulheres meras atrizes e moralidade uma piada.

Contrária a opinião popular, não é a presença do amor que faz o sexo casto e não é sua ausência que faz dele um pecado. A diferença entre adultério e castidade não depende de como alguém está sentindo no momento. O ato sexual, como outros atos, é justificado por um critério mais amplo: pelo cumprimento de promessas, pela caridade, pela obediência. Quando esses critérios se encontram, a união sexual se transforma em um compromisso completo.

Moisés declarou e Jesus confirmou que no ato matrimonial "os dois se tornam um" (Gênesis 2:24; Marcos 10:8; I Coríntios 6:16). Casamento não é somente uma união, mas uma profunda reunião. A questão da mulher ter sido formada da costela de Adão, é que a unidade de Adão, que foi desmembrada com a criação de Eva, é restaurada no casamento. A união marital, simboliza outro tipo de união – a reunião das almas com Deus – e requer um nível de renúncia própria segundo deve ser renunciado apenas à Deus (Efésios 5:28-33). Quando a união matrimonial é apenas parcial, o sexo dificilmente vale a pena – um prazer momentâneo e uma solidão permanente.

Existem várias formas de adulterar o sexo. A lei sexual pura da bíblia especifica um número determinados de praticas que não são seguras e eficientes. Nesta lista de proibições, está o sexo antes do casamento (Deuteronômio 22:13-21; I Coríntios 6:9; I Tessalonicenses 4:1-8), sexo extra conjugal (Provérbios 2:16-19; 5:15-22; 30:20), incesto (Levítico 18: 6-18), sodomismo (Levítico 20:15-16), prostituição (Provérbios 6:24-33; 7:6-27), estupro (Deuteronômio 22:25-29) e divórcio (Marcos 10:2-12). Essas práticas sexuais são claramente destrutivas do bem estar da sociedade e indivíduos, por isso são proibidos até por alguns governos como a República Popular da China, que não crê em Moisés ou Jesus.

Deus não proíbe ou impede só para ser mandão. Pela compaixão pelas pessoas, Deus avisa sobre o perigo em adulterar o sexo. Pessoas não podem melhorar sua vida sexual através dessas práticas proibidas. Elas somente destruirão algo precioso.

Deus quer libertar as pessoas para gozarem o sexo na sua plenitude. Um livro inteiro da bíblia foi escrito para celebrar a alegria do amor romântico. Você supõe que existe qualquer significado na sua iniciação? S O S! A despeito de todos os livros modernos e informação, a vida amorosa das pessoas está clamando por socorro, como nunca antes. Respondendo aquela súplica está o Livro de Cantares e os Dez Mandamentos. Definindo os limites do comportamento sexual, Deus protege o sexo de ser adulterado.

Adultério fascina

Jesus redefiniu a lei d Moisés: "Você ouviram o que foi dito, ‘Não adulteraras’, mas eu vos digo: não se preocupe, seja feliz!" È isso que diz a sua bíblia? Não! Jesus disse: "qualquer que olhar uma mulher com desejo, já cometeu adultério" (Mateus 5:27-28). Jesus condenou não somente o ato do homicídio, mas a ira que leva ao ato. Da mesma forma, ele condenou não somente o ato do adultério, mas também a motivação mental que leva a isso.

Essa geração tem sofrido uma exploração sexual por tanto tempo, que perdeu sua habilidade de destinguir claramente entre luxúria e amor.

Lascívia é mostrada numa grande tela com violinos tocando. Pessoas chamam isso amor, mas não é. A diferença se encontra nos pronomes. A lascívia quer a coisa em si mesma. Amor quer ele ou ela, o ser amado. A coisa é um sensor que ocorre dentro do corpo de alguém. È comum as pessoas dizerem que um homem lascivo deseja uma mulher. Mas isso não é o que ele realmente quer. Ele quer o prazer, do qual a mulher é um conveniente aparato. Lascívia é o que faz alguém querer o sexo, mesmo que não queira estar com a outra pessoa. Amor é o que faz alguém querer estar com o outro, mesmo que não exista desejo sexual. Moisés disse: "Não faça", Jesus disse: "Nem pense em fazer". Agora, para ser perfeitamente honesto, 97% das pessoas não chegou até a proposta de Moisés, quanto mais a de Jesus. Muitos quebraram o sétimo mandamento, tanto em ato quanto em pensamento. O fato importante para notar aqui é que Deus se preocupa com todos os pecadores. Jesus diz aos que se acham retos: "Antes que vocês condenem os adúlteros, olhe seu próprio coração." Se os pensamentos deixassem o rosto vermelho, seriamos vermelhos!

A imprensa secular riu muito da confissão do presidente Carter há alguns anos atrás, de que ele havia cometido adultério no coração. O fato é que, com certeza, ele falou a verdade, não somente sobre si, mas sobre todos nós. A diferença é que o Presidente Carter foi humano o suficiente para admitir. E nós?

Partindo do ponto que somos todos adúlteros em pensamento, mesmo que não em atos, o que devemos fazer a esse respeito? Jesus oferece alguns conselhos bem práticos em termos metafóricos bem fortes:

"Se teu olho direito te faz pecar, arranca-o fora! È melhor perderes teu olho direito do que ter seu corpo inteiro atirado no inferno. Se sua mão direita te faz pecar, arranca-a fora! È melhor perder um de teus membros do que ter o corpo inteiro atirado no inferno" (Mateus 5:29-30)

O conselho de Jesus é para ser levado a sério, mas não literalmente. Muitas pessoas podem ver tanto com o olho direito quanto com o esquerdo, e fazer tanto com a mão direita, tanto quanto com a esquerda. O pecado não se encontra na mão ou no olho, mas no coração. Jesus e o bom senso ordenam que as pessoas eliminem qualquer coisa que as faz tropeçar.

O princípio de Jesus não impõe um código uniforme para todos. O que leva alguém a pecar pode não fazer nada para outro. Em dezembro de 1975, o chefe de Israel, Oavdaih Yosef declarou que judeus ortodoxos só poderiam ouvir uma mulher cantando no rádio se não a conhecessem pessoalmente. "De acordo com algumas autoridades religiosas, pode levar os pensamentos longe de serem espirituais......mas se um homem nunca viu a cantora, existe um perigo pequeno em ser seduzido". Sem argumentos sobre isso! Mas não ria tanto por ter perdido o fio da meada. Poucos cristãos serão tão extremistas para evitar cair em adultério, mas todos os cristãos precisam saber seus limites. Todo cristão é responsável por si mesmo. Se algo te faz pecar, se livre dele! Mas lembre-se que é uma cirurgia feita por si mesmo. Ninguém tem o direito de amputar o braço ou olho de seu irmão ou irmã.

Tarde da noite um pastor recebeu um telefonema de um de seus fiéis que perguntou: "Deus perdoará uma pessoa por cometer adultério?" O pastor respondeu: "Isso depende. Já fez, ou está prestes a fazer?"

Adultério em ato ou pensamento é um pecado que nenhum filho de Deus devia cometer deliberadamente, mas não é um pecado imperdoável. O rei Davi, a mulher Samaritana, e a mulher pega em adultério, quebraram o sétimo mandamento e foram perdoados e restaurados em santidade. Não importa o que já tenha feito, e o quanto se sinta culpado, você pode confessa-lo agora mesmo e ouvir Jesus dizer: "Nem eu te condeno: vá e não peques mais" (João 8:11). Você pode recomeçar com uma vida sexual pura e sem adulteração com Jesus.

VOCÊ DIZ PARA OS OUTROS NÃO ROUBAREM

--- VÔCE ROUBA?

Durante a greve dos trabalhadores em New York, alguns anos atrás, um desesperado pai de família encontrou uma forma esperta de se livrar do seu lixo. Ele embrulhou para presente e deixou no assento de seu carro sem trancar. A tardinha já era!

Deveria ser mais fácil de clamar contra o roubo. Afinal, até ladrões são roubados. "Não roubarás", parece ser tão obvio que Deus está desperdiçando seu fôlego em dar o oitavo mandamento. Mesmo que ele não tivesse dito isso, nós certamente diríamos: "Não roubarás (de mim)." Todos, religiosos ou não, concordam que roubar é errado.

O apóstolo Paulo disse algo que chamou minha atenção: "Vocês dizem aos outros para não roubar – você rouba?" (Romanos 2:21 Versão atualizada). Sua pergunta nos força a olhar para o roubo de uma perspectiva diferente. A bíblia não nos permite ser os acusadores, mas ao contrário, ser os defensores da justiça. A palavra de Deus nos força a reexaminar nossas convicções básicas sobre pessoas e propriedades.

Convicção

Claro, os tempos são outros. Mudanças desde os tempos de Moisés facilitaram a consciência pesada. A mudança de uma cultura basicamente agrícola para uma era industrial, tem dado a muitos ladrões a desculpa do lucro. "Afinal", "ele dizem", "não estou prejudicando ninguém em particular". Alguém que nunca pensaria em roubar o martelo do seu vizinho, talvez roube sem punição, corporações, companhias de seguro ou governos.

Existe uma nova ética pessoal que diz: "Eu mereço o tanto que eu conseguir". O Reverendo John Papwoth , um pastor da igreja inglesa, disse a sua congregação que, como supermercados distroem a vida da comunidade, não tem problema em rouba-los. "Eu não reconheço isso como roubo", ele disse. "Eu reconheço essa atitude como muito necessária para a melhor distribuição de recursos econômicos". Ele foi denunciado pela Igreja da Inglaterra, mas o que ele disse é o que muitos ladrões acreditam.

A sociedade moderna se desviou completamente dos padrões de conduta. Ao invés de uma ética de culpa (restrita pela consciência), nós temos uma ética de vergonha (restrita pelo medo de ser pego). "Não serás pego" é grandemente conhecido como o décimo primeiro mandamento.

Os criminais de sucesso recebem admiração e aprovação. Nossa sociedade recompensa grandeza e sucesso. Se alguém mata uma pessoa, é um homicida. Se alguém matar vinte e cinco pessoas, é um psicopata; se alguém matar um a milhão de pessoas, é um herói nacional. Se alguém roubar mil reais, a sociedade o manda para a prisão; mas se roubar um milhão de dólares, a sociedade manda ele para o congresso! Muitos filantropos doam, aquilo que na verdade estão devolvendo.

As pessoas encontraram uma forma respeitável de quebrar o oitavo mandamento. Um anúncio de página inteira numa revista conhecida, oferece um livro intitulado "Como roubar legalmente sua riqueza". Existem tantas formas legais de "roubar", de que é uma interrogação como alguém recorre ao crime. A bíblia condena o desonesto rico, mais do que o pobre desesperado que rouba. "Pessoas não desprezam um ladrão se ele roubar comida quando está com fome..." (Provérbios 6:30). Mas o profeta Miqueias trovejou:

A voz do Senhor clama a cidade; temer-lhe o nome é sabedoria escutai a vara, e quem a ordenou.

Ainda há na casa do ímpio tesouros de impiedade, e efa pequeno, que é detestável?

Poderei eu inocentar balanças falsa, com um saco de pesos enganosos?

Os seus ricos estão cheios de violência , os seus habitantes falam mentiras, e a sua língua

É enganosa na sua boca. Assim eu também te enfraquecerei, ferindo-te

E assolando-te por causa dos teus pecados. (Miquéias 6:9-13)

Jesus avisou severamente os escribas que "tiravam vantagem das viúvas e as roubava em suas casas, e davam um show fazendo longas orações. A sua punição, ele declarou, "será tudo o de pior!" (Marcos 12:40). Perto do fim de sua vida ele expulsou os "respeitáveis" cambistas do templo, dizendo que eles o tinham transformado em "cova de salteadores" (Mateus 21:13), mas por outro lado, ele recebeu o ladrão arrependido no paraíso. Todos eles eram ladrões, mas que diferença na forma como o Salvador os considera! Que tipo de ladrão é você?

Convenção

O tipo de ladrões que Jesus considerava mais responsáveis, era os que não viviam por suas convicções, mas por suas convenções. Fraude nos negócios, é roubo convencional. Quando perguntado por seus padrões éticos de negócios, um homem deu esse exemplo: "Se alguém comprar um pneu por dez reais, mas por engano me dá uma nota de cem, ética de negócios é se eu devo ou não comunicar meu sócio".

Lucros excessivos e honorários profissionais se tornam roubo, quando exigem mais do que é justo, dos bens de outra pessoa. Aí vem um ponto onde o lucro não é somente obsceno; ele constituí roubo de imediato. Lucros sem limite tem sido justificados pela teoria "trickle-down"(pingar para baixo). Essa teoria prevê que os pobres ficarão melhor se, ao invés de dar o dinheiro diretamente à eles, o dinheiro deve ser dado aos ricos que irão "pingar, repassar", para os pobres. O resultado atual dessa teoria pode ser visto em muitos países pobres de terceiro mundo, que são dominados por um pequeno número de políticos multimilionários, latifundiários e industriais, enquanto o resto das pessoas sofrem da esmagadora pobreza. Mobuto, pôr exemplo, se tornou um dos homens mais ricos do mundo, enquanto a nação do Zaire (agora Congo), permaneceu desesperadamente pobre. E foi tudo feito dentro da lei. Acontece na África, Ásia, América Latina, e mesmo nos Estados Unidos: os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. Desde que seja feito dentro da lei, ninguém se sente responsável.

Reter um salário justo à um trabalhador é roubar. A bíblia diz: "Não explorarás assalariado pobre e necessitado , seja ele teu irmão, seja ele estrangeiro que mora na tua terra e nas tuas cidades. No mesmo dia lhe pagarás o seu salário, para que o sol não se ponha sobre a dívida, pois ele é pobre, e disso depende a sua vida; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado". (Deuteronômio 24: 14-15).

"Ouçam! O salário dos trabalhadores que ceifam os vossos campos, e que por vós foi retido com fraude, está clamando. Os clamores dos ceifeiros chegam aos ouvidos do Senhor Todo – Poderoso". ( Tiago 5:4.). Se você pensa que é duro encarar a ira dos sindicatos, tente encarar a ira de Deus. Isso o deixa bravo, quando trabalhadores não recebem um salário digno.

Não roubarás, significa que os empregados devem receber uma diária justa, por um justo dia de trabalho, e os trabalhadores darem um dia justo de trabalho por um salário justo. Funciona dos dois lados. Dar 30 horas de salário, por 40 horas de trabalho, é roubo. E ganhar 40 horas de salário, por 30 horas de trabalho também é roubar.

Outro tipo de roubo convencional, se encontra na dificuldade comum das pessoas pagarem suas contas. Cristãos, logicamente, devem ser compassivos com pessoas pobres que não tem como pagar suas contas (Mateus 18: 21-35). Mesmo assim, qualquer que gasta desenfreadamente, mais do que ganha, em coisas que não suas necessidades básicas, é um ladrão.

Suborno alcança não só o alto escalão político, mas também o mais simples escritório de igreja. Cartas chegam a minha mesa dizendo: "Escolha qualquer presente". È de graça com seu pedido". Me oferecem transistores de rádio, bandejas térmicas e abajures se eu comprar o papel ou os suprimentos da igreja de determinado fornecedor. Mas para gastar o dinheiro da igreja de maneira que me beneficia pessoalmente, é roubo. Nações, tanto quanto indivíduos, podem quebrar o oitavo mandamento.

Exploração internacional é outra forma de roubo convencional. Colombo, por exemplo, não descobriu a América. Colombo encontrou a América, e quando isso aconteceu, já tinha um dono. Colombo tinha tanto direito de possuí-la para a Espanha, quanto eu tenho de "descobrir" seu carro, e possuí-lo. Os ladrões mais velhacos, são os que conseguem outra pessoa para roubar por eles.

Jesus não foi crucificado porque disse: "Veja os lírios do campo, como crescem...", mas porque ele disse sobre olhar para os ladrões e como eles roubam. Ele expôs o engano daqueles que tem uma consciência de conveniência, ao invés de uma consciência de convicção. "Você diz aos outros para não roubar – você rouba?" Essa é a pergunta incomoda que nos condena todos por nossos roubos convencionais.

Conversão

O que faremos sobre roubo? Primeiro de tudo, vamos considerar o pecado do roubo. Jesus disse: "Do coração procedem os maus pensamentos, que levam ao.....roubo...." (Mateus 15:19). Todo roubo, legal ou ilegal, envolve o mesmo pensamento sujo: Desprezo por outras pessoas.

Nós somos convidados de Deus na terra. Presumir em sua hospitalidade, de que sua criação é nossa incondicionalmente, é roubo. O apóstolo Paulo não somente ordena que o ladrão pare de roubar, mas também que vá trabalhar para que comece a ofertar aos outros. Todo aquele que não oferta, rouba alguém de alguma coisa. O profeta Miquéias retrata pessoas que provavelmente não teriam roubado um centavo do cofrinho, como os ladrões cósmicos roubando o cofre dos céus!" "Vocês tem me roubado, diz o Senhor"....nos dízimos e ofertas...vocês tem me roubado, até esta nação" (Miquéias 3:8-9).

Salvação da prática do roubo começa com arrependimento e restituição. Zaqueu, é o modelo. Ele disse: "Darei metade dos meus bens aos pobres, e se tenho enganado à alguém, pagarei de volta quatro vezes mais. Jesus disse à ele: ‘Hoje ouve salvação nesta casa’". (Lucas 19:8-9)

A boa notícia é que Deus ama tanto os ladrões que Jesus morreu por eles. Através da sua expiação, eles podem ser perdoados. Jesus morreu entre dois ladrões para salvar todos eles.

O ladrão morrendo se regozijou ao ver
A fonte neste dia;
E talvez eu possa, mesmo vil como ele,
Lavar todos meus pecados......(William Cowper)

 

SETE VEZES MAIS ABOMINÁVEL

Peço licença a David Letterman e vos dou a lista das 10 maiores mentiras: (David Letterman é um apresentador de talk show nos EUA e apresenta como um dos quadros a lista dos 10 mais)

10. Vamos ficar só cinco minutos
9. Está reunião será bem rápida
8. Nós teremos consideração por você pela manhã.
7. O cheque já foi depositado
6. Eu sou do governo e estou aqui para ajudar
5. Dói mais em min do que em você
4. Seu dinheiro será reembolsado
3. Eu vou estar lá domingo, eu prometo!
2. Nós teremos um pequeno intervalo para nossos patrocinadores.

  1. Finalmente, para concluir, meu último argumento é......

Dois irmãos aterrorizaram um cidadezinha por décadas. Eles eram infiéis a suas esposas, maltratavam os filhos e eram desonestos nos negócios. Quando o mais novo morreu, o mais velho disse ao pastor da igreja local: "Quero que o senhor faça o enterro do meu irmão, mas quero pedir um favor, durante o velório, quero que diga a todos que ele era um santo!"

"Não posso fazer isso", falou o pastor. "Todos sabem que isso não é verdade".

O rico irmão sacou o talão de cheque. "Reverendo, estou pronto a dar US$ 100.000,00 a sua igreja. Tudo que peço é que declare publicamente que meu irmão era um santo".

No dia do enterro, o pastor começou sua pregação. "Todo mundo aqui sabe que o falecido era um homem iníquo, um mulherengo e um bêbado. Ele maltratava seus empregados e sonegava impostos." Aí, ele fez uma pausa. "Mas, mesmo sendo mal e pecador, comparado com seu irmão mais velho, ele era um santo!" Você pode imaginar se ele levou o dinheiro.

Uma testemunha estava mentindo no seu depoimento na justiça. O juiz disse para ele: "Tião, lembre-se do que a bíblia diz: "Não darás falso testemunho contra teu vizinho’". A testemunha respondeu: "Meritíssimo, eu não estou dando falso testemunho contra meu vizinho. Eu estou dando falso testemunho pelo o meu vizinho".

Embora a referência primária do nono mandamento, diz respeito a um testemunho formal diante da justiça, o mandamento ilustra o princípio da honestidade, que se aplica em tudo na vida. Calúnia diante de um juiz de direito, ou sussurrada a um vizinho, é diferente somente em que o primeiro tem uma culpa extra por estar debaixo de juramento. Eu nunca foi intimado para testemunhar numa corte, mas o nono mandamento ainda me serve de uma forma mais pessoal: "Dizer a verdade".

Mentir, é uma abominação sete vezes pior. A antiga sabedoria Hebraica declara:

Há sete coisas que o Senhor odeia e não pode tolerar:
O olhar altivo,
A língua mentirosa,
Mãos que matam gente inocente,
a mente que planeja o mal,
Pés que se apressam em fazer o mal,
A testemunha que diz uma mentira após outra,
O homem que suscita contenda entre amigos.
Provérbios 6:16-19

Todos os sete maus hábitos se encontram na pessoa que quebra o nono mandamento. Todo ser da pessoa, língua, mãos, mente e pés – estão infectados com a doença da desonestidade. Não somente Deus acha esse tipo de pessoa intolerável, mas ninguém os suporta.

Dizer a verdade

"O amor cobre uma multidão de pecados", afirma a bíblia (I Pedro 4:8). Mas é muito mais fácil encontrar pessoas que agem como o ditado: "Mentira cobre uma multidão de pecados". Porque, a mentira os cobre – temporariamente! As pessoas mentem para evitar as conseqüências de algo errado que fizeram.

È fácil mandar alguém mentir, mas é difícil ficar somente numa. Uma pessoa não consegue comer só um bis, e uma pessoa não conseguem mentir somente uma vez. Uma mentira leva a outra, e a outra, e a outra, até que alguém se encontre numa teia de desonestidade. E os que começam dizendo "mentiras brancas", logo se tornam "cegos coloridos".

"A mentira é uma abominação para Deus...........e sempre presente em dias de problemas". Essa afirmação é uma confusão de passagens bíblicas, mas uma reflexão verdadeira da vida. Quando as pessoas estão encrencadas, a mentira sempre parece mais uma virtude do que uma sujeição. Mas se apegar a ela em defesa própria, é como segurar um raio numa tempestade.

Tanto funciona para indivíduos, como com o governo: quanto mais eles se afundam em problemas, mais apto eles estão em encontrar uma saída na mentira. Verdade é a primeira morte em qualquer guerra. Governos acham que é seu dever patriótico enganar o inimigo, e acidentalmente, sue próprio povo. Embora cada governo inflame as perdas do inimigo no campo de batalha, e diminua as suas, a "Segurança Nacional" se torna o detergente prático com o qual um governo lava a sujeira de toda mentira de seus oficiais. As coisas não mudaram muito nos últimos quatrocentos anos desde que Henry Wotton descreveu um embaixador como "um homem honesto enviado para mentir no exterior em favor do bem comum."

Embora muitas pessoas possam detestar mentiras oficiais, bradar contra tal decepção não é de muita ajuda nem mesmo muito cristão. Existe, logicamente, um precedente bíblico para denunciar o engano no alto escalão do governo, mas está em sua maioria no Velho Testamento, quando o reino de Israel era um reino teocratico. O próprio rei foi arrancado da comunidade da fé e sujeito a disciplina. No Novo Testamento, Jesus e os apóstolos viviam debaixo do corrupto império romano, mas tinham muito pouco a dizer sobre desonestidade dos lideres políticos como Herodes, Pilatos, César e outros. Por outro lado, Jesus tinha muito a dizer sobre o engano dos lideres religiosos. (Mateus 23)

O que parece ser um padrão duplo, é na verdade a única aproximação sensível. Toda mentira – governamental ou individual – é errada. Mas atacar as mentiras das pessoas em postos de autoridade, desvia a atenção das nossas próprias tentações de enganar. O ataque não é capaz de mudar nada na vida política, mas nos tira da responsabilidade. Se olharmos mais de perto, seremos aptos a encontrar em nós mesmos as mesmas sementes de engano que vemos nos outros.

Nas palavras de Paulo: "Cada um de vós deixe a mentira e fale a verdade com seu irmão, pois somos todos membros do mesmo corpo". (Efésios 4:25). Perceba que o motivo que ele nos dá para dizer a verdade, não é que você será pego e punido por mentir, mas que somos membros do mesmo corpo. Uma vez que você entende a unidade do Corpo de Cristo, você percebe o quanto absurdo é mentir. Faz tanto sentido quanto se o seu pé direito, diz para seu umbigo que a água do mar está morna. Somos todos membros do mesmo corpo, portanto, diga a verdade.

Aqueles que vem a Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6) devem portanto dizer a verdade – e não somente a verdade, mas .........

Diga Toda a Verdade

O melhor mentiroso é o que está capaz de fazer a menor mentira ir bem longe. Verdadeiros profissionais conseguem mentir sem dizer nenhuma inverdade. Pôr exemplo, todas as vezes que Satanás citou a bíblia foi verdade (Marcos 1:23-34; 3:11; 5:6-7), mas como mestre do engano, os demônios usam a verdade para seus fins dissimulados. O resto de nós, mentirosos amadores, os imitamos.

Após uma viagem de pescaria, o pescador parou num mercado de peixes. Vá daquele lado e jogue-me as cinco maiores trutas que tiver.

"Joga-las?" perguntou o vendedor confuso. "Para quê?"

"Para que eu possa dizer a minha esposa que os peguei. Eu posso ser um pescador meia boca, mas não sou um mentiroso".

Isso é o que ele pensa. Ele disse a verdade, mas não toda a verdade. Ele é como o fazendeiro que sendo incomodado pela consciência pesada, foi a seu vizinho e confessou: "Eu sinto muito, eu roubei uma corda sua no ano passado."

"uma corda? Deixa para lá, vizinho. Vamos esquecer e ser amigos".

Mas o fazendeiro não ficou em paz, porque ele ocultou do vizinho que havia uma vaca na ponta da corda que ele roubou. Diga a verdade, mas certifica-se de dizer toda a verdade.

Uma verdade inteira é facilmente destruída, mas meias mentiras tem nove vidas. È muito mais enganadora, porque é mais fácil de engolir. Benjamim Disrael disse: "Existem três tipos de mentiras: mentiras, mentiras amaldiçoadas e estatísticas." São os fatos estatísticos, cuidadosamente escolhidos e ardilmente arranjados para enganar, que constituem a pior forma de desonestidade.

"A verdade dita com más intenções
vence todas as mentiras que você possa inventar." (Blake)

Diga toda a verdade mas se lembre sempre de......

Dizer Toda a Verdade em Amor

Paulo junta dois princípios importantes em sua carta aos éfesos. "Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo" (Efésios 4:15). Sempre que houver um conflito entre amor e verdade, o amor deve vencer.

A família de um pregador ganhou um a torta de natal de uma senhora que tinha um bom coração, mas não era boa cozinheira. A torta estava tão dura e super temperada, que teve que ser jogada fora. Encarando a difícil tarefa de ser ambos, verdadeiro e gentil, o pregador disse: "Nós gostamos muito do seu presente. E deixe eu garantir que uma torta como a sua nunca dura muito tempo em nossa casa."

Essa foi, logicamente, uma mentira bem engenhosa, mas presumivelmente, o motivo por trás a torna um apouco mais aceitável. A maioria das mentiras brancas, não são ditas, no entanto, por amor, mas para evitar vergonha pública. Raabe nos dá o melhor exemplo de mentira branca. Ele deu falso testemunho contra seus vizinhos em Jericó, quando eles exigiram os espias de Israel (Josué 2:1-7). Embora seu comportamento, fosse condenável, manteve a lei maior do amor. Todas as vezes que amor e a verdade estiverem em conflito, é melhor estar do lado do amor.

Os cristãos vão muito além do requerimento mínimo de honestidade para falar a verdade em amor.
Sem verdade, o amor se torna barato "ágape vagabundo". Desintegra-se em mero sentimento emocional.
Sem amor, a verdade se torna dura, fatos frios que congelam a alma. Fale a verdade em amor.

PECADO DURO DE SE CONVIVER

Moisés desceu do monte Sinai com dez mandamentos, o mais honrado código de moral do comportamento humano da história. Há um mandamento, no entanto, que não é observado, o último. Ninguém o leva a sério. Você já ouviu alguém ser punido por quebrar o décimo mandamento? Pessoas já foram enforcadas por quebrar o sexto (homicídio), desonrados por quebrar o sétimo (adultério) e processados por quebrar o nono (perjúrio), mas ninguém nunca pagou uma multa ou foi para a cadeia por cobiçar. Nenhuma lei humana se interessa em dirigir atitudes humanas, mas Deus sim. Mesmo que houvesse uma lei criminal contra a cobiça, nenhum detetive humano poderia descobrir sua violação, mas Deus pode.

Nem mesmo a igreja leva o pecado da cobiça a sério. A Convenção Batista do Sul foi convocada para boicotar a Disney por causa de sua política favorável aos gays e lésbicas. Mas nenhuma indústria de entretenimento foi boicotada por sua política favorável a riquezas e opulência. Igrejas passaram por revoluções contra o pecado da intoxicação pelo espírito da bebida, mas onde estão as revoluções contra a intoxicação pelo espírito da avareza? Muitas igreja não permitem que alguém seja se voluntário no escritório da igreja, porque o amor por outra mulher o levou a se divorciar de sua esposa, mas qual igreja que desqualifica alguém nos termos que o amor pelo dinheiro o tornou muito ambicioso? O jovem rico é bem vindo e convidado a servir no comitê do orçamento.

No entanto, o mandamento diz: "Não cobiçarás". E aí fica bem específico: Não cobiçarás os bens do seu vizinho, esposa, escravo, gado ou jumento. Eu estou feliz em dizer que eu nunca cobicei o escravo do meu vizinho, gado ou jumento, embora eu deva confessar que as vezes eu dou uma olhadela nas novas casas que vão surgindo, como margaridas em nossa cidade. Elas não são bonitas? Você não gostaria de trocar a sua pela deles? Mas a palavra de Deus diz: "Não cobiçarás a morada do teu próximo.....nem sua esposa".

Cobiçar a mulher do meu próximo, me faz lembrar do que Deus disse no sétimo mandamento: "Não adulterarás". O décimo mandamento via um passo mais adiante dizendo: nem pense nisso! Caso você ainda não esteja se sentindo culpado, o último mandamento adiciona uma pegadinha final: "Não cobiçarás nada que pertence ao teu vizinho." Eu creio que o alvo de Deus com este mandamento era nossos dias, muito mais do que no tempo em que foi instituído. Ganância é com certeza, um problema muito maior para nós, do que para Moisés e seus ambulantes seguidores, 1400 anos A C. Não havia muitas coisas para um hebreu possuir, que os outros hebreus também não tivessem. Um poderia ter dez cabritos, e o outro vinte, mas cabritos são cabritos, e não é um caso tão sério de cobiça. Com poucas exceções, toda a comunidade hebraica compartilhava dos mesmos padrões de vida, e desfrutavam de oportunidades semelhantes.

Ah, mas hoje somos abençoados com uma grande abundância de bens que alimentam nossa ganância. Nós temos a tecnologia para criar uma infinita variedade de coisas que as pessoas desejam, e temos a indústria da propaganda, que faz com que as pessoas os queiram. Adicione esses dois juntos, e nós temos as bases da cobiça, o sustentáculo da nossa economia. Pessoas tem tudo que podem e podem tudo que tem.

O economista John Maynard escreveu: "Por pelo menos mais cem anos, nós devemos fingir para nós mesmos e para os outros que o justo é abominável e o abominável é justo, porque o abominável é útil e o justo não. Avareza, usura e precaução devem ser nossos deuses, por um pouco mais de tempo." Ivam F. Boesky disse aos formandos da Escola de Negócios e Administração de UC Berkley: "Ganância é legal....eu acho que ganância é saudável. Você pode ser ganancioso e continuar se sentindo bem sobre si mesmo." Isso foi antes de Boesky ser condenado por violações internas da corporação, e ter pago US$ 100.000.000,00 de multas por seus ganhos ilícitos.

A Ganância Torna Mais Difícil de Conviver Conosco

Nosso moderno estilo de vida tem sido tão impregnado pela ganância, que es pessoas acham difícil de conviver consigo mesmos. A raça humana é a única espécie do reino animal, que tem o desejo ampliado enquanto se alimenta. Fido, o cão da família, não quer mais do que os seus ancestrais que viviam nas cavernas. O boi suspira hoje em dia, tanto quanto seus antecessores que primeiro puxavam carroças pelos prados do oeste. Mas a espécie humana está insatisfeita com o básico que satisfazia as gerações passadas.

Não seria interessante ouvir os adolescentes de hoje dizer a seus filhos o que eles não tiveram? Os luxos de ontem se tornaram as conveniências de hoje e as necessidades de amanhã. È banal, mas é verdade: quanto mais nós temos, mais nós queremos. O Presidente Lyndon Johnson falou por todos os insatisfeitos quando disse: "Tudo que eu quero, é tudo que existe." A fome humana para bens materiais é insaciável. Cobiça é uma ferida que quanto mais você coça, mais incha.

"Satisfação garantida" é uma promessa vã para aqueles que entregaram seus corações aos bens, poder e status. As pessoas gananciosas jogam o jogo da vida como Pac-Man; eles engolem tudo que podem, mas inevitavelmente são vencidos e engolidos. Elas não podem vencer perdendo. Se elas não conseguirem o que querem, ficam frustradas; mas se conseguem o que desejam, ficam rapidamente entediadas. As pessoas mais entediadas da terra não são os destituídos, mas os muito privilegiados. Eles possuem de tudo para se viver, mas muito pouco pelo que se viver.

A bíblia nos dá um intrigante conjunto de paradoxos, que dizem respeito a bens materiais. Eles são coisas boas (Lucas 16:25), mas não devemos almeja-los (Colossenses 3:5-7). Eles são para ser desfrutados, mas não devemos fazer desse desfrute o nosso objetivo. Eles são coisas que precisamos (Tiago 2:16), mas não devemos dedicar nossas vidas em sua conquista (Mateus 6:25).

Esses paradoxos se tornam um pouco mais fácil de entender se distinguirmos, cuidadosamente entre, meios e fins. Jesus disse: "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus...e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). O seu reino é nosso objetivo; todo o resto é somente um meio de consegui-lo. Os bens materiais são valorados pela foram que contribuem com o reino de Deus. Se eles construem o reino de Deus, eles são bons. Se não, são inúteis ou pior.

Bens materiais podem ser uma moeda de amor – os meios através dos quais nós compartilhamos amor uns com os outros, e pelos quais descobrimos o amor de Deus. Nós demos desejar aquilo que conseguimos de maneira reta, usar de maneira sábia, distribuir com alegria e viver satisfeito. A bíblia não diz: "Dinheiro é a raiz de todos os males". Ela diz: "O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". (I Timóteo 6:10).

Os que são cobiçosos, estão atolados em meio a fartura, como Tantalus com água até o queixo, e continua com sede. Ganância torna mais difícil de conviver conosco e ........

Ganância torna mais difícil de conviver com os outros

Pessoas gananciosas não desfrutam, verdadeiramente, o que possuem. O que dá prazer, é ter mais do que os outros. Pobreza é um estado de espírito, induzido pelo carro novo do nosso vizinho, seu barco ou piscina.

Existe uma profunda sabedoria na parábola de Aesop sobre o homem ganancioso. Zeus prometeu conceder a ele qualquer desejo, conquanto que seu vizinho recebesse o dobro. Ele pedia uma mansão, e seu vizinho ganhava um castelo. Ele pedia vinte vacas, e seu vizinho recebia quarenta. A história termina com o homem pedindo para ficar cego de um olho!

Roland Diller, um dos vizinhos de Abrão Lincon, em Springfeild, escreveu sobre um incidente que ocorreu no começo de sua carreira. Levado até sua porta pelo choro de crianças na rua, ele viu Lincon passando com seus dois meninos que gritando e choramingavam. "O que aconteceu com os meninos, senhor Lincon?" ele perguntou.

"O mesmo que acontece com o mundo inteiro", ele respondeu. "Eu tenho três nozes e cada um quer duas".

Isso é, na verdade, o que está errado com o mundo. A ganância torna difícil a convivência com outros, porque a pessoa cheia de ganância vê os outros como competidores, ao invés de parceiros. Ou seja, ganância destroí a solidariedade. Cria uma espécie de inferno na terra – sem satisfação, sem segurança, sem paz, somente o constante descontentamento de um desejo egoísta incompleto.

Por pior que seja uma pessoa generosa, alguém vai gostar dela. (Robin Hood a Jesse James são honrados no folclore americano). Por outro lado, por melhor que seja uma pessoa gananciosa, todos vão detestá-la. Generosidade cobre uma multidão de vícios, mas ganância cancela uma multidão de virtudes. Um sovina pode ser valorizado como parente, mas não como vizinho. A ganância faz com que seja intolerante conviver com os outros e........

Ganância torna difícil a convivência com Deus

Ganância torna difícil a convivência com Deus, porque a ganância é completamente contrária a natureza de Deus. Deus é infinitamente generoso. "Ele dá chuva aos bons e aos maus" (Mateus 5:45). Não pode existir relacionamento entre Deus, cujo coração queima de amor, e pessoas que tem o coração congelado pela ganância.

Quando pessoas gananciosas oram, não é para buscar a vontade de Deus, mas para listar sua ajuda para suprir seus desejos egoístas. Eles não buscam Deus por si mesmo, mas para que possam contratá-lo de guarda costa para Mamom.

Nessa altura você pode concordar que a ganância dificulta conviver consigo mesmo, com os outros e com Deus. Mas você pode perguntar onde pode-se encontrar contentamento que domina a cobiça? Certamente não na simples confirmação que você não precisa de tudo que quer. A fortaleza do desejo é muito forte para isso. Somente um amor maior pode deslocar o desejo mortal da cobiça. Paulo adverte os Coríntios a "Cobiçar os melhores dons" (I Cor. 12:31). Os melhores presentes não são o carro do seu vizinho, ou esposa. Os melhores dons são sabedoria, bondade, cortesia e honestidade. Paulo disse: "Almeje o vosso coração as coisas celestes...mantenha sua mente nas coisas de lá, não nas coisas aqui do mundo....Portanto, despoje-se dos desejos da carne que atuam em você, como prostituição, indecência, luxúria, paixões carnais e avareza que é idolatria" (Colossenses 3:1-5). A única coisa que pode conquistar o forte desejo da ganância, é o desejo por coisas melhores. "Pensai em tudo que é bom, e merece honra: coisas verdadeiras, nobres, justas, puras amáveis e honráveis" (Filipenses 4:8-9)

Davi disse: " Agradai-vos do Senhor, e ele te satisfará os desejos do seu coração" (Salmos 37:4). Isso não significa que o Senhor dará o que você quer, mas vai controlar o seu "desejo". O segredo de dominar a cobiça é desejar tanto à Deus, que você não pode ser mais incomodado por uma ganância desregrada por outra coisa.

 

O DEZ PERFEITO

Geralmente se dá crédito à Moisés por nos ter dado os dez mandamentos. Se ele estivesse aqui, eu creio que ele dispensaria a honra. Ele introduziu os mandamentos no livro de Êxodo dizendo: "Disse Deus, e essa são suas palavras...." (Êxodos 20:1). Estas não são somente as leis de Moisés, são as leis de Deus.

DEUS TEM FALADO, NÃO TEMOS OUVIDO

Nós sofremos de uma doença moral chamada Falta e Falha em Ouvir (FFO). A crise de ética dos nossos tempos, não é somente a disseminação da dificuldade em aceitar padrões morais, mas em negar que exista qualquer padrão que seja universal e absoluto. A noção de um código moral, não tem significado para muitos homens e mulheres. Quebrar os padrões, enquanto tem-se conhecimento de sua autoridade é uma coisa, mas perder todo o senso de obrigação e repudiar toda autoridade moral é algo muito mais sério. Estar perdido na estrada é muito ruim, mas jogar o mapa pela janela é bem pior. E discutir que o mapa não existe é a pior condição imaginável. Nós precisamos de um Guia Quatro Rodas para a pisque humana.

Algumas pessoas tentam desenhar seu próprio mapa moral. Eles pensam que moralidade é um projeto auto executável. Para eles é simplesmente um problema individual, privado, de opinião pessoal. Negando que existe um Fazedor de leis, ao qual eles devem dar crédito, preferem criar suas próprias regras. Eles dizem coisas como: "Eu acho que adultério é errado, mas sexo antes do casamento é normal se você acha que está pronto. Eu acho que aborto é homicídio, mas nem tanto quanto a eutanásia. Eu acho....eu acho....eu acho....." Seus padrões morais, são seus sentimentos. Dizer "eu tenho a obrigação" significa tanto para eles quanto dizer "eu coço". É somente a forma como sentem.

As vezes, quando um pai diz ao filho que é hora de por o quarto em ordem, o filho responde; "Eu não estou com vontade".

"Eu não perguntei se você está com vontade. Eu pedi para você limpá-lo."

"Porque ?"

"Porque eu disse que sim."

A mesma conversa acontece entre nós e nosso Pai Celeste. Deus tem falado, mas nós não temos ouvido.

Outros são tentados a evitar as ordens da lei de Deus, buscando provas bíblicas em textos que parecem ter abolido a lei. Eles podem citar Romanos 6:14 " Pois não estais mais debaixo da lei, mas debaixo da graça, "mas eles falham em continuar no próximo versículo, ‘Que então? Devemos pecar, porque não estamos debaixo da lei mas debaixo da graça? De maneira nenhuma1" Paulo argumenta que a graça não nos dá licença para pecar; graça nos dá poder para dominar o pecado e quebrar o seu julgo.

Dietrich Bonhoeffer disse: "Você não pode ouvir a última palavra, até que escute a penúltima palavra." Você não pode conhecer o evangelho até que conheça a lei. Você não consegue entender o Novo Testamento, até que esteja debaixo do Velho Testamento.

Jesus disse: "Não penseis que vim para destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-los". (Mateus 5: 17). Paulo pergunta: "Anulamos pois a lei pela fé? E ele responde: "De maneira nenhuma! Antes confirmamos a lei" (Romanos 3:31). Depois ele diz: "A lei por si é santa, e o mandamento santo, justo e bom". (Romanos 7:12).

Tudo bem, a lei é boa, mas...........

PARA QUE SERVE A LEI?

Para esta pergunta, existem três respostas, três boas utilidades para a lei. A primeira função da lei é social. Ela restringe o mal da sociedade. Paulo disse a Timóteo: "Nós sabemos que a lei é boa se dela faz-se uso legitimamente. Tendo em vista que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e rebeldes, os irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas." (I Timóteo 1:8-9).

A lei não o salva dos seus pecados, mas pode salvar os outros dos seus pecados. Seu propósito é evitar a desintegração da sociedade. Moisés subiu o monte Sinai como o absoluto governador de Israel. Ele desceu da montanha debaixo da lei. Dali por diante, Moisés não podia dizer nada sem alguém perguntar: "Onde isso está escrito na lei?"

O rei Davi quase se tornou o absoluto governador de Israel, mas mesmo ele foi derrubado pela lei dita através da boca do profeta Natã. Havia lei em Israel, e nem mesmo o rei Davi pode se esquivar.

A lei se aplica igualmente a todos – ao rico e pobre, ao forte e ao fraco. E ainda é assim. Leis contra beber embriagado, e alta velocidade se aplicam a princesa e o plebeu. Princesa Diana e seu companheiro, pagaram um terrível preço por quebrar essa lei. Pena de morte parece severa demais para a lei de trânsito, mas a lei foi feita para prevenir o que aconteceu num túnel em Paris. As leis de Deus funcionam da mesma maneira. Está designada para restringir o mal na sociedade.

A Segunda função da lei é teológica. Ela revela nossa condição pecadora e nos leva a Cristo. "De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fossemos justificados." (Gálatas 3:24). Outra palavra para aio, é cicerone. Na antiga Grécia e Roma, o aio era uma escravo que acompanhava a criança de ida e vinda da escola. Ele não tinha autoridade para controlar o comportamento da criança, nem autoridade para castigar, e nem autoridade para instruir; ele tinha somente a autoridade para transmitir a mal conduta da criança. A função teológica da lei é transmitir nossa mal conduta. É uma visão mais alta da lei do que sua mera função social. A pequena visão social leva ao legalismo da religião, mas a visão teológica leva o transgressor a buscar a graça divina. Como disse John Newton: "Graça que ensinou meu coração a temer, e graça que aliviou meus temores".

A Terceira função da lei é didática. Ela guia aqueles que correspondem a graça de Deus. Lembre-se, somos salvos pela graça, não pelas obras (Tito 3:5). Os mandamentos foram endereçados especificamente para os que pela graça são filhos de Deus. Eles começam com a declaração: "Eu sou o Senhor vosso Deus, que os tirou da terra do Egito, da casa da servidão" (Êxodo 20:2). Os mandamentos não foram dados aos pagãos, mas para o povo que foi salvo pela poderosa mão de Deus – povo que entrou em aliança com Deus e prometeu ama-lo e servi-lo.

Paulo escreveu aos colossenses: " Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e entendimento espiritual. E oramos para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus". (Colossenses 1:9-10). O amor motiva o comportamento cristão. Horácio Bonar, escritor do querido hino ‘Eu Ouvi a Voz de Jesus Dizer", escreveu: "Nos dirão eles o que regula o serviço senão a lei? Amor, eles dizem. Isso é puro sofisma. Amor não é uma norma, mas uma razão.

O amor não me diz o que fazer; ele me diz como fazer. O amor me constrange a fazer a vontade do ser amado, mas para saber qual é essa vontade eu devo ir à outro lugar. A lei de Deus é o desejo do ser amado".

Jesus disse: "Aquele que me ama, guarda os meus mandamentos". (João 14:15)

A LEI DE DEUS É A VONTADE AMOROSA DE DEUS

Embora os cristãos sejam remidos pela graça através da fé, eles permanecem pecadores (I João 1:8) e, portanto, continuam a ouvir as acusações da lei. Mas agora enxergam a lei numa diferente perspectiva, como a vontade amorosa de Deus. Como a antiga Israel: "Antes tem o prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite". (Salmos 1:2). Pois para eles os mandamentos não são barras de uma prisão, mas vigas de um teto que os abriga das tempestades da vida.

Contrário a opinião popular, pecado não é o que você quer fazer, mas o que não pode fazer. Pecado é o que você não deveria fazer porque irá te machucar – e te machucar feio. Deus não é um policial cósmico. Ele é o Pai Celeste que ama e protege seus filhos. Quando uma criança quer brincar numa rua movimentada, um pai amoroso dirá: "Não deve.....", ou algo parecido. A criança pode achar o pai um chato e mandão. Mas é o maior que dá as ordens. Como disse o apóstolo João: "E o amor de Deus é esse, que cumpramos os seus mandamentos. E seus mandamentos não são pesados" (I João 5:3).

O decálogo e a mesa da multiplicação vão longe na história, mas nenhum é antiquado ou fora de moda.. Nenhum outro código de lei conseguiu alcançar a mente humana e influenciar seu comportamento tão amplamente e por tanto tempo como os Dez Mandamentos – o perfeito 10.

"Quando todo resto falhar, tente ler as instruções." Esse é um bom conselho, seja para fazer funcionar um cortador de grama ou sua vida. Existem instruções para organizar a vida, de forma que tudo se encaixe sem sobrar nenhuma peça? Existem um manual d manutenção do fabricante para a psique humana? Sim! A maior lista básica de instruções nos foi dada por Deus nas sagradas escrituras.

A o moderador de televisão noturna, Ted Koppel, da TV ABC, disse na Universidade de Duke; "Nossa sociedade acha a verdade um medicamento muito forte para digerir . O que Moisés trouxe do monte Sinai não foram as ‘Dez Sugestões’. Eles eram os Dez Mandamentos. Não eram, são. A grandeza dos Dez Mandamentos é que eles codificam de uma forma simplificada o comportamento humano aceitável, não somente aqui e ali, mas para toda vida."

Nas palavras de Moisés: "Ora, este mandamento que hoje te ordeno, não te é difícil demais , nem está longe de ti. Não está nos céus para dizeres: Quem subirá por nós aos céus para, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?" Nem está do outro lado do mar para dizeres: Quem atravessará por nós o mar para que no-lo traga , e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?" Pois esta palavra está mui perto de ti, na sua boca e no seu coração para a cumprires." (Deuteronômio 30:11-14)

Por mais de três mil anos essas leis fundamentais tem servido como chave para o comportamento Judeu – Cristão. Não significa que os judeus e cristãos sempre o tenham obedecido. Nossa mútua história e a triste história de desobediência crônica. Mas descobrimos que elas continuam suprindo as únicas chaves que funcionam para destrancar a vida e nos libertar para viver plenamente. Eles proporcionam sabedoria antiga para a vida de hoje.